21 de maio de 2012

As imagens da festa (3)

in Diário de Notícias,








As imagens da festa (2)

in As Beiras,















As imagens da festa (1)

in A Bola,












João Pereira gera indignação

NÃO RESPEITOU FAIR - PLAY

O encontro aproximava-se dos instantes finais quando Ricky van Wolfswinkel ficou prostrado na grande área da Académica. Apercebendo-se do facto, o guarda-redes da Briosa, Ricardo, enviou a bola com a mão para fora do retângulo de jogo, pela linha lateral mais próxima. Entretanto, Van Wolfswinkel levantou-se do relvado e ato contínuo João Pereira correu para fazer o arremesso.

Quando todos esperavam que o lateral devolvesse a bola, para surpresa geral João Pereira não o fez, preferindo esgotar uma última possibilidade de empate. A reacção dos jogadores da Académica foi de indignação e incredulidade. O público passou a assobiar o camisola 47 sempre que este tocava na bola.

Briosa recebida em Coimbra por milhares de adepts


Jogadores da Briosa recebidos em euforia 

Milhares de adeptos "invadiram" a Praça 8 de Maio, em Coimbra, para receberem os heróis da Académica, que no domingo conquistaram a segunda Taça de Portugal da história do clube.

Os jogadores da Briosa chegaram à praça num autocarro descapotável, num percurso efetuado de forma muito lenta, dado o enorme fluxo de pessoas na zona. A festa foi enorme na cidade estudantil, com gritos de incentivo e muitos cachecóis no ar.

Logo de seguida, o plantel da Académica subiu à varanda da Câmara Municipal, celebrando a partir deste ponto, com os seguidores do clube ao rubro. Dentro do edifício, José Eduardo Simões, presidente do emblema, salientou que, com a conquista da Taça, "a responsabilidade passa a ser maior, mas as condições financeiras não serão diferentes" na próxima época.

Após a passagem pelos Paços do Concelho, a equipa seguiu novamente no autocarro pelas principais artérias da cidade, num ambiente de apoteose.

in Record, 

Ponto alto da festa na Câmara

É grande a festa em Coimbra pela conquista da Taça de Portugal. Os adeptos saíram à rua para saudar a equipa, que foi recebida nos Paços do Concelho pelo presidente da autarquia.

Ponto alto da noite de festa em Coimbra, com várias dezenas de milhares de adeptos a vibrar intensamente, sempre entoando cânticos de saudação aos vencedores da Taça de Portugal 20111/2012.

Um autocarro panorâmico transportou a equipa desde a Academia Dolce Vita ao edíficio, zona que foi inundada por milhares e milhares de adeptos, em perfeita loucura pelo feito alcançado esta tarde no Estádio Nacional.

Noutros pontos da cidade, como a reportagem de A BOLA já testemunhou, a festa também se vai fazendo e promete ser pela noite dentro.

Os festejos começaram logo que o apito final foi dado no estádio Nacional, com os academistas a acorrem às ruas com os seus cachecóis e camisolas negras, buzinando nos seus automóveis mostrando o contentamento de uma conquista que não conseguiam há 73 anos.

in A Bola,

Académica recebida em delírio em Coimbra

A multidão ia crescendo à medida que os ponteiros do relógio avançam noite dentro e foram já vários milhares os adeptos que receberam em delírio o autocarro panorâmico com o plantel da Académica. Havia bombos, gaitas de foles, cornetas e apitos de toda a espécie. Por fim, perto da uma da manhã, a comitiva chegou à câmara municipal para mais um brinde de champanhe.

Nas varandas do edifício, os jogadores deram largas à imaginação nos festejos ao som de uma turba em êxtase que gritava o já famoso «nós somos campeões» ou «salta Briosa, olé, olé». Marinho, autor do golo da vitória, foi, naturalmente, o jogador mais saudade, com direito a cânticos personalizados e tudo...

Não foi declarado feriado em Coimbra, como chegou a ser aventado pelo próprio Pedro Emanuel logo após eliminar o F.C. Porto, mas Barbosa de Melo, o autarca, ainda admitiu uma «pequena ponte» para os retardatários no regresso ao trabalho esta segunda-feira¿

O autocarro partiu depois para mais umas voltas pela cidade do Mondego, sempre com muita gente à sua volta, com destaque para a receção na emblemática Praça da República. As capas negras e os «eferreás» invadiram as ruas como se costuma ver e ouvir nas festas dos estudantes da latada à queima das fitas.

Há dez anos que a Académica não era tão aclamada em Coimbra, nessa altura por via do regresso à Liga principal, mas, desta feita, a ocasião foi assinalada em moldes ainda mais grandiosos ou não estivesse em causa um troféu que a Briosa não conquistava há 73 anos.

in Maisfutebol, 

A equipa da Académica foi recebida na madrugada de hoje por milhares de adeptos eufóricos, que se concentraram junto aos Paços do Concelho de Coimbra, num ambiente de grande festa que se estendia pelas ruas da Sofia e Olímpio Nicolau Fernandes.
Faltavam poucos minutos para as 01H00 quando os jogadores, equipa técnica e dirigentes da “Briosa” chegaram ao largo fronteiro ao edifício da Câmara Municipal, num autocarro descapotável, provocando uma enorme explosão de alegria, ao som cânticos e bombos, com bandeiras e cachecóis a agitarem-se no ar.
Já dentro dos Paços do Concelho, os estudantes da academia de Coimbra estenderam as capas negras para os “heróis” do Jamor entrarem e subirem ao varandim para acenar à multidão, enquanto no salão nobre o presidente do município destacava o êxito desportivo da equipa.
Os atletas seguiram depois para a Praça da República, junto à sede da Associação Académica de Coimbra (AAC), onde uma multidão ainda maior os esperava para uma festa que se prolongou pela noite dentro.
A Académica, vencedora da primeira edição, em 1939, conquistou a Taça de Portugal na sua quinta
presença na final, depois de ter estado no Jamor pela última vez em 1969.

in As Beiras, 

20 de maio de 2012

2011/12 - Taça de Portugal: Final: Académica 1 - Sporting 0: Resumo

Sporting 0-1 Academica por simaotvgolo12


Académica: e quem assina a ficha de jogo?

Árbitros e delegados fizeram compasso de espera: responsáveis da Briosa estavam todos na festa...
A vitória da Académica na final da Taça de Portugal deixou o clube de Coimbra naturalmente eufórico. A festa no balneário durou mais de uma hora, os jogadores começaram a sair quando os do Sporting já tinham muito abandonado o Jamor sem sequer se mostrarem aos jornalistas.

Ora no final do jogo não deixou de ser caricata a espera que a Académica obrigou o árbitro a fazer. Os delegados ao jogo e a equipa de arbitragem queriam regressar a casa, mas faltava um pormenor: a assinatura de algum responsável da Académica. Onde é que eles estavam? A celebrar, claro.

Após alguns minutos de espera, e com sorrisos da equipa de arbitragem pelo meio, levando com desportivismo a ausência de pessoas de Coimbra, acabou por se encontrar o responsável que devia assinar os relatórios. A festa da Académica continuou logo a seguir, claro. Com música e tudo.

in mais futebol

Académica na fase de grupos da Liga Europa

Derrotado na final da Taça de Portugal, Sporting terá de passar pelo «playoff» da prova europeia.
A qualificação europeia estava garantida, fosse como fosse, mas a conquista da Taça de Portugal coloca a Académica na fase de grupos da Liga Europa.

Este estatuto estaria sempre reservado para a equipa que erguesse o troféu no Jamor. Derrotado no Estádio Nacional, o Sporting entra na prova da UEFA como quarto classificado da Liga, e por isso terá de passar pelo «playoff». O Marítimo entra em cena na terceira ronda de qualificação.

in maisfutebol

2011/12 - Taça de Portugal: Final: Académica 1 - Sporting 0: A TAÇA É NOSSA!!!!!!



nº espectadores:
nota para Paulo Baptista: 4
melhor do Sporting: Capel
melhor da Académica: Marinho

Crónica


Depois de ter construído Abril, a Briosa voltou ao Jamor para construir um Maio para a história da vida do clube

Da última vez que esteve no Jamor a Académica construiu Abril. No regresso deu um passo em frente: construiu maio. Ou pelo menos fez deste um mês histórico, percorrido com três vitórias que levaram a equipa da despromoção à Europa e, claro, à conquista da Taça. A segunda de uma longa vida.

O Sporting, esse, passou demasiado tempo na poltrona da sobranceria. Deixou a Briosa crescer e acreditar. Deixou-a até pintar o Jamor de preto, nas vozes de uma multidão sedenta de fazer as pazes com ela própria. Quando despertou para a urgência de inverter o jogo, era demasiado tarde.

Do outro lado não estava um pequeno: estava Académica. A Académica dos estudantes, das capas negras, de uma história centenária. A Académica demasiado grande para ser temerosa, submissa ou acanhada. Por isso fez-se Briosa: fez-se atrevida e ameaçou condenar o desfecho a qualquer momento.

Liderada por um Adrien que defende e ataca, joga e faz jogar, um Adrien enfim que só num mundo de fantasia se pode imaginar sem lugar no Sporting, a equipa de Coimbra podia até ter matado o jogo bem cedo: por duas vezes Edinho ficou na cara de Rui Patrício e por duas vezes falhou o golo.

Nessa altura podia pensar-se que a final condenara-se a dar a curva: puro engano. Como gente dogmática, os estudantes não aceitaram o fatalismo. Tomaram as bancadas e passaram força à equipa. A força que levou, por exemplo, Abdoulaye a ficar perto do golo: Schaars tirou em cima da linha.

A Académica continuava viva no jogo e forte para aguentar a pressão imensa que o Sporting colocou depois sobre a baliza de Ricardo. Sá Pinto jogou tudo, trocou Elias e Insúa por Izmailov e André Martins, mais tarde colocou também Jeffrén, até Onyewu passou a jogar como avançado centro.

O Sporting pressionava, por isso. Van Wolfswinkel ficou duas vezes perto do golo, Schaars e Polga obrigaram Ricardo a boas defesas, Carrillo rematou ao lado, Jeffrén falhou na cara do golo. O Sporting fazia tudo para corrigir a entrada em falso. Com a velocidade e a urgência que nunca teve.

Que não tinha tido, por exemplo, na primeira parte. Entrou no jogo a perder, num lance em que Insúa deixa a bola passar para Marinho finalizar à boca da baliza. O Sporting continuou como se não fosse nada dele. Só por uma vez, aliás, criou perigo: Van Wolfswinkel finalizou ao lado.

Adrien, Abdoulaye e Ricardo, nomes para a história

O resto do tempo foi a confirmação de que esta Taça estava destinada à Académica. Ela que veio de Coimbra pela festa, disposta a recriar o espírito que construiu a revolução quando muito perto do intervalo, em meia-dúzia de tarjas, foi ela própria: informada, reivindicativa, politizada.

No fim do jogo fez a festa, claro. Levantou o troféu e levou-o para casa, lá onde mora a primeira Taça do futebol nacional. A temporada fecha-se assim coberta de negro, num mês de maio que não fica para história de Portugal mas fica para a história de um clube que ajudou a construir Portugal.


Opiniões

Pedro Emanuel, treinador da Académica, depois da vitória sobre o Sporting (1-0), no Estádio Nacional, na final da Taça de Portugal:

«Acima de tudo acho que foi uma grande vontade de concretizarmos um sonho que vínhamos a alimentar desde o início da época. Conseguimos atingir a final e, já que estávamos cá, fizemos tudo para a levar o troféu para Coimbra 43 anos depois. Grande mérito do grupo de trabalho. Fiz questão de estar aqui ladeado pelas pessoas que todos os dias sofrem comigo, porque eu sou muito chato. Tivemos uma cidade que teve por trás e 43 anos depois acordou para aquilo que é o presente e deixou para trás o passado».

[Conseguiu a manutenção, a Liga Europa e a Taça de Portugal. Algum segredo?]
«Acreditando no nosso trabalho diário. Os resultados estavam ser penalizadores, não estavam a a corresponder ao que tínhamos feito no início da época. Sentimos o chão fugir debaixo dos pés, mas o segredo esteve numa grande humildade, assumimos os nossos erros e os resultados vieram ao de cima. Obrigado a todo eles por terem acreditado nas nossas ideias».

[Sá Pinto diz que o Sporting não podia perder com a Académica. Houve demérito do Sporting?]
«Cada um faz a sua análise, cinjo-me aquilo que são os factos. Não sei em que contexto ele disse isso, mas da mesma forma que ficou para a história os dezasseis jogos que tivemos sem vencer, não se pode tirar mérito a uma grande exibição de uma equipa que tem o terceiro orçamento mais baixo da liga, contra uma equipa que tem a obrigação de ganhar títulos e que há quatro anos não o faz».

[Acha que é um resultado histórico. Vai haver um antes e um depois deste título?]
«Acima de tudo acredito que a Académica é um clube histórico e vivia na história, no passado. Hoje pode enveredar por outros caminhos, tem de deixar de viver o passado, encarar o presente e pensar no futuro. Se continuarem a olhar para o passado, se calhar vão passar mais 43 anos até nova proeza».

[Qual a sua ambição pessoal?]
«A minha ambição pessoal, pouco me interessa. Quero é reunir uma equipa técnica como esta que tenho ao meu lado e trabalhar para alcançar os objetivos a que me propus. Se quisesse estar cómodo, tinha ficado onde estava. Quis abraçar este projeto, com um naipe de jogadores que também tinha essa a ambição».

[Está preparado para a festa em Coimbra?]
«É o momento de celebração, espero que de facto a cidade esteja preparada para esta celebração, porque 43 anos depois, hoje é dia do tal feriado que eu falei num certo dia».

[Vai continuar na Académica?]
«Tenho contrato com a Académica. Muitas coisas vamos ter de alinhavar para a Académica ter o nível que desejo. O que é importante é que tenho um contrato e tenho orgulho em representar esta instituição».

[O que disse aos jogadores na palestra antes do jogo?]
«Dissemos muito pouco, praticamente não dissemos nada. Mostrámos muitas coisas que lhes toca no sentimento, na emoção. Acho que era um dia diferente para todos eles. Hoje não, porque estão nas nuvens, mas um dia nas suas carreiras vão valorizar o dia de hoje».

Pedro Emanuel, treinador da Académica, em declarações à RTP, após a conquista da Taça de Portugal, frente ao Sporting (1-0):

«Acima de tudo é este espírito que tem de existir. É um grupo de trabalho fantástico, que passou por momentos difíceis, mas que também soube recorrer das suas forças. É uma prenda fantástica que dão ao clube, à cidade, e às pessoas que acreditaram neles. Fizeram das fraquezas forças, e das limitações uma situação de benefício para a equipa. Há pouco a dizer. Foi um bom espetáculo, bem disputado. Com grande honra e dignidade. Honra para todos os intervenientes, inclusive para o trio de arbitragem.»


Marinho: «Era um sonho de menino»; autor do golo da Académica na final da Taça de Portugal frente ao Sporting, em declarações à RTP, momentos antes de receber o prémio de melhor em campo:

«São momentos indescritíveis, é uma alegria imensa ver esta massa adepta, passámos por muito esta época. Não há campeões sem sofrimento e é preciso sofrer para saborear melhor estes momentos. Não sei descrever bem o golo, mas era um sonho de menino vencer a Taça, ainda para mais fazendo um golo. Não há palavras. Era um jogo difícil, começar a ganhar aos três minutos foi ótimo, mas nessa altura ainda nem pensava em festa em Coimbra.»


João Real, jogador da Académica, em declarações à Sport TV, após a conquista da Taça de Portugal, com uma vitória sobre o Sporting (1-0):


«É indiscrítivel. Queria dedicar esta conquista a estes magníficos adeptos, que fizeram frente aos adeptos do Sporting, e não faltaram com nada. Trabalhámos muito para isto. O clube já merecia uma felicidade destas. Não é todos os dias que se ganha a Taça de Portugal.»

Adrien Silva, médio emprestado pelo Sporting à Académica, em declarações à RTP após os estudantes conquistarem a Taça de Portugal, com um triunfo por 1-0 sobre os leões:

«O meu coração é de profissionalismo, são os meus valores e continuarão a ser. Pertenço ao Sporting, estava a representar outras cores, mas tenho de ser profissional. É um grande orgulho poder erguer este troféu, agora com outro clube. Cumprimentar os jogadores do Sporting? É um ato de respeito pelo clube que me ajudou a crescer e me fez jogador.»

Adrien, jogador do Sporting emprestado à Académica, em declarações no final da vitória que valeu a conquista da Taça de Portugal. O médio comentou também as críticas que Sá Pinto lhe fez por ter falado durante a semana:

«Não se pode falar de justiça quando se trata de uma final da Taça de Portugal em que qualquer equipa podia ganhar. Tínhamos a ideia de vencer este troféu desde o primeiro jogo que fizemos nesta competição, no fim conseguimos atingir esse objetivo e estamos todos muito felizes.

Se o Sá Pinto falou comigo no final do jogo? Não, não tivemos essa oportunidade. Não quis atingir ninguém, a minha intenção passa apenas por defender as cores que represento. Sou profissional acima de tudo e quero naturalmente ganhar títulos pelo clube que estou a representar.

Não houve motivação nenhuma por jogar contra o Sporting. Nem sequer quis pensar no adversário que tinha do outro lado. Apenas quis dar o máximo pela equipa que represento. Se já imaginei o número de sportinguistas tristes? Eu não estou triste, eu quero é festejar.

Se acredito que posso ficar no Sporting na próxima época? Sobre isso não vou dizer nada, cabe aos dirigentes do clube decidir isso. Ainda ninguém falou comigo. Se estou contente com a minha época? Fiz o meu trabalho, os dirigentes do Sporting viram e agora são eles que têm de decidir.»


Cédric, lateral da Académica, cedido pelo Sporting, depois da vitória na final da Taça de Portugal, no Estádio Nacional:

«Acho que foi uma vitória justa, tínhamos uma estratégia bem montada que saiu na perfeição. Conseguimos fazer um golo, ainda tivemos mais oportunidades para fazer o segundo e mesmo o terceiro, não conseguimos, mas o que interessa é a vitória. Acho que estamos de parabéns».

[É um sentimento pleno de alegria ou está dividido, uma vez que ainda pertence ao Sporting?]
«Neste momento representei a Académica, o meu contrato ainda pertence ao Sporting, mas este ano representei a Académica e sinto-me orgulhoso e feliz por esta vitória porque acho que este grupo de trabalho merece».

[O que vos disse Pedro Emanuel?]
«Acho que vocês conseguiram ver os abraços fortes que ele nos deu. Parabéns, porque ele também está de parabéns».

[E o Sá Pinto, falou consigo?]
«Não me cruzei com o mister Sá Pinto, mas queria também dar-lhe os parabéns porque o Sporting mostrou ser uma grande equipa. Felizmente conseguimos a vitória, isso é o mais importante».

[Fala-se na possível saída de João Pereira, está preparado para voltar ao Sporting?]
«Foi com esse objetivo que saí, foi bom para mim esperar. Ainda não sei nada do meu futuro, a seguir vou para a seleção e quero focar-me o mais rapidamente possível nisso».

[Esteve na final do Mundial sub-20, ganhou a taça, foi a sua melhor época?]
«Ainda só tive duas épocas, o ano passado não joguei muito, as vezes que joguei penso que até me correu de forma positiva. Este ano foi claramente positivo. Joguei, que era o mais importante, estive em duas finais, uma delas ganhei, infelizmente não consegui ganhar a outra, mas foi bom, com vinte anos estar nessas duas finais importantíssimas, acho que é muito bom».

[Sente-se agora mais preparado para voltar ao Sporting?]
«Claro que sim, cresci como jogador, senti claramente isso. O futebol sénior exige outro tipo de maturidade, mas penso que o jogador português tem vindo a demonstrar que tem muita qualidade e espero que muitos técnicos já o tenham percebido».

David Simão, médio da Académica, em declarações no final da vitória (1-0) sobre o Sporting, que valeu a conquista da Taça de Portugal, ele que está em Coimbra cedido pelo Benfica:


«Vir para a Académica foi uma boa a escolha porque pude fazer o que mais gosto que é jogar futebol. Ganhar a final da Taça era um sonho que eu tinha e por isso estou muito satisfeito. Ninguém do Benfica falou comigo.

Cabe aos dirigentes do Benfica decidir, eu tenho contrato e tenho que o cumprir. Vou ficar à espera de indicações. Hoje é dia de festejar porque é um título e os títulos são para festejar.

Sabia que ia ser difícil jogar, porque o plantel do Benfica é recheado de enormíssimos jogadores. Um jogador quer sempre jogar, mas na minha posição tinha jogadores de valor mundial. Por isso, e porque quero jogar sempre, decidi que deveria sair para poder jogar mais e evoluir.»

Abdoulaye, central que está emprestado pelo F.C. Porto à Académica, em declarações no fim da final da Taça de Portugal:

«Espero que Vítor Pereira tenha visto este jogo, acredito que viu. Pensei apenas no jogo e no trabalho que devia fazer dentro de campo. Tenho de pensar apenas em dar o melhor dentro do relvado, o resto vem por acréscimo. Ganhar esta Taça foi um grande prémio para a nossa dedicação.

Tenho contrato com o F.C. Porto e quero voltar ao F.C. Porto. Vou falar com os dirigentes do clube para saber o que querem fazer comigo e que planos para mim. Eu gostava de voltar, mas essa decisão não depende de mim. Quero continuar a progredir e acredito que o faria bem no F.C. Porto.

Estou muito contente por este título, mas não estou satisfeito. Quero evoluir todos os dias e chegar a grandes conquistas. Quero ganhar um dia a Liga dos Campeões ou uma Liga Europa, quem sabe ter uma final de um Mundial na minha carreira. Espero que o futuro me traga coisas boas.»


O treinador do Sporting, Ricardo Sá Pinto, em declarações à RTP após a derrota na final da Taça de Portugal, com a Académica, por 1-0:

«O golo que sofremos, sobretudo a começar o jogo, numa final em que já estávamos a querer dominar, não foi fácil. Também já tivemos adversidades noutras alturas e respondemos com organização, vontade, discernimento. Isso foi fundamental, alertei-os para que uma final é um jogo diferente, alertei que a motivação era diferente da Liga e que os detalhes fazem diferença. Tínhamos de ter um jogo à Sporting, de grande agressividade, que penso que nos faltou nos duelos aéreos, na luta pela bola. É inexplicável, se há algo de que somos apelidados, com orgulho, é da postura guerreira. A equipa deu sinais de que estava preparada para esta situação. Mas não conseguimos dar a volta, infelizmente não pudemos igualar o jogo. Consequências para a próxima época? Deixa uma lição e um alerta, de que não podemos estar desconcentrados em nenhum momento, porque o adversário sabe jogar, tem qualidade.»

Anderson Polga, capitão do Sporting, em declarações à RTP, após a derrota na final da Taça de Portugal, frente à Académica:

«A Académica teve o lance do golo, logo no início do jogo. Houve várias contrariedades, e marcaram. Criámos situações de golo, mas não fomos felizes. A equipa nunca deixou de acreditar. Os adeptos queriam muito a taça, como nós. Não conseguimos, há que dar os parabéns à Académica, que foi mais eficaz.»

«Agora temos de preparar a próxima época. É um grupo fantástico, que passou por várias coisas. Ninguém acreditava na equipa, mas demos a volta por cima. A equipa está de parabéns.»

[sobre o futuro] «Não estou a pensar nisso agora. Só estava a pensar neste jogo, pois era um objetivo importantíssimo. Vamos ver o que se decide.»


Destaques


Figura: Adrien 
Ele avisou que ia estar do lado do «inimigo» e cumpriu. Foi um dos jogadores que esteve mais em jogo, sempre no caminho da bola, quer a recuperá-las, quer a interferir nas pretensões dos «amigos». A abrir a segunda parte, grande passe a lançar Edinho que, destacado frente a Patrício, só não fez o segundo da Briosa por falta de jeito. Encheu o campo, desdobrando-se em compensações, mantendo o equilíbrio defensivo da sua equipa e, em simultâneo, a destruir o ataque do Sporting.

Momento: o golo que valeu a Taça 
Três minutos de jogo, primeiro lance de ataque da Académica. David Simão abre na esquerda para Diogo Valente que coloca a bola no segundo poste. Polga está no relvado, Insúa deixa a bola passar e Marinho encosta de cabeça. Muito simples. Um golo que vale uma taça.

Positivo: Abdoulaye
Ordem para limpar. O central nunca pensou duas vezes e atacou a bola, quer nas alturas, quer pelo relvado, com a única intenção de a afastar da baliza de Ricardo. Chegou quase sempre primeiro, por isso os leões tiveram poucas possibilidades para visar a baliza de Ricardo. Depois teve de se aplicar quando o gigante Onyewu passou a jogar a ponta-de-lança, mas nesse teste também passou com distinção. Grande exibição.

Negativo: João Pereira
Entrou em campo com o sangue a ferver e não descansou enquanto não viu um amarelo. Ao primeiro minuto, parecia que já estava em período de descontos, na forma como atacava a bola e como a perdia. Sempre com muito coração, mas com pouca cabeça.

Outros destaques:

Ricardo
Decisivo nesta vitória histórica da Académica com uma mão cheia de defesas que deixaram o leão em branco. Destaque para uma saída aos pés de Van Wolfswinkel, para uma desvio precioso a uma cabeçada de Onyewu e para uma grande defesa num livre de Schaars. Irrepreensível. Já em período de descontos votlou a negar o golo a Jeffrén. É um dos heróis.



Edinho
Foi decisivo na ponta final da Liga, mas esta tarde esteve muito perdulário. Na primeira parte ainda pôs Patrício à prova com uma cabeçada, mas a abrir a segunda parte teve duas ocasiões claras para aumentar a vantagem, mas não conseguiu fazer o que parecia fácil. Na primeira até partiu de posição irregular, mas Paulo Baptista não se apercebeu e o avançado permitiu a defesa de Patrício. Na segunda, novamente destacado, pura e simplesmente não acertou na bola. Mesmo assim, fartou-se de correr, uma vez que era alvo de especial atenção quando os companheiros recuperavam a bola lá atrás.


Van Wolfswinkel
Teve o golo do empate nos pés, lançado por Matías, destacado diante de Ricardo, mas num primeiro instante, permitiu a defesa do guarda-redes e, na recarga, atirou frouxo de cabeça. Voltou a ter uma boa oportunidade, a cruzamento de Insúa, mas a bola passou a rasar a barra. Foi isto e pouco mais...

Matías Fernandez
O mais inconformado dos leões e dos poucos que conseguia furar a linha defensiva dos estudantes, com investidas pela zona central, em drible, a provocar desequilíbrios e a abrir espaços. Faltou-lhe apoio.



Briosos, um a um

Ricardo - 8 - A primeira vez em que teve de segurar um remate foi aos... 45'+1'. O cenário mudou muito no reatamento, mas justificou a aura que ajudou à salvação na Liga. Van Wolfswinkel e Jeffren surgiram-lhe isolados pela frente, mas qual felino saiu-lhes aos pés e segurou a vantagem. Sempre seguro nos cruzamentos, voou ainda muito bem a livre de Schaars.

Cedric - 6 - Exibição eficaz do lateral cedido pelo Sporting. Foi controlando os ímpetos de Capel, mantendo a segurança diante todos os adversários.

João Real    - 6 - Jogou de forma discreta e mais na dobra, controlando as movimentações dos atacantes sportinguistas.

Abdoulaye - 7 - Na primeira parte teve alguns percalços, por facilitar em demasia, mas foi subindo, e muito, de produção na segunda parte. Deixou escapar Van Wolfswinkel aos 57', num lance muito perigoso, mas de resto foi o grande responsável por evitar males maiores dos leões. Esteve em todas e sempre atento.

Hélder Cabral - 6 - A defender acusou algumas dificuldades, fruto da imprevisibilidade de Carrillo e das subidas de João Pereira e precisou por isso de constante apoio. A atacar, ainda que o tenha feito poucas vezes, foi sempre perigoso.

Diogo Melo - 6 - Foi um autêntico tampão às investidas dos médios leoninos e ainda ajudou a fechar à esquerda. Importante nas recuperações de bola, pecou apenas pelo elevado número de faltas.

David Simão - 5 - Foi um dos responsáveis pelo bom início da Académica, combinando bem os colegas mais avançados. Participou no 1-0 com uma boa abertura para Diogo Valente, mas ao longo do jogo pecou por vezes no lançamento dos contra-ataques. Muito abnegado a defender.

Marinho - 7 - Brilhou a alto nível nos primeiros minutos. Não só porque fez de... cabeça o golo que valeu a Taça, mas porque deixou Insúa em estado de choque fruto das investidas diabólicas pela direita. Com o passar dos minutos, ganhou maior preocupação defensiva, mas ainda ofereceu o 2-0 a Edinho. Saiu esgotado.

Diogo Valente - 6 - Quase na primeira vez em que tocou na bola, assistiu Marinho para o golo do triunfo com um centro venenoso. Controlou sempre muito bem a bola nos ataques da Briosa, ajudando ainda a defender a vantagem.

Edinho - 5 - "Carro de combate", foi desgastando os centrais leoninos forçando-os a cometer erros. Faltou, contudo, a veia de matador pois desperdiçou três oportunidades (duas de forma incrível) que podiam ter dado maior descanso à sua equipa.

Flávio - 5 - Fechou ainda mais o caminho da baliza de Ricardo, tirando como podia a bola da zona defensiva.

Danilo - 3 - Refrescou o meio-campo quando a Académica já só defendia.

Rui Miguel - 3 - Entrou para queimar tempo.


Lances chave

4' [1-0] Golo da Académica!
A responsabilidade estava toda do lado do Sporting, mas a ideia saliente na madrugada da final da Taça foi que essa pressão queimava tanto na cabeça como nos pés da esmagadora maioria dos leões. Uma bênção para a Académica, que recusou ir ao Jamor apenas para fazer parte da festa. A Briosa quis mais, ou melhor, quis tudo. E o "tudo" começou a ser construído ao minuto quatro. Adrien Silva aproveitou uma falha na saída nervosa do Sporting e entregou curto para David Simão, que, à entrada da área, variou rápido para a esquerda, onde Diogo Valente surpreendeu em velocidade e cruzou para o segundo poste, a solicitar a entrada de Marinho, que cabeceou para as malhas.

7' Melhor no duelo com Insúa na direita, Marinho cruza antes da linha de fundo e serve o cabeceamento de Edinho (nas costas de Onyewu), mas a finalização no coração da área leva a direção de Rui Patrício, que amarra.

29' Hélder Cabral embala na esquerda, foge a Elias e cruza atrasado para Marinho, que cabeceia sem tirar os pés do chão. Rui Patrício segura sem problema.

45'+1'Acorrendo a canto batido por Carrillo à direita, Onyewu sobe mais alto na grande área da Académica e cabeceia à figura de Ricardo.

47' Izmailov, acabado de entrar, perde a bola no espaço ofensivo. Responde Adrien Silva, que progride no terreno e faz um passe curto na zona central. Polga estava adormecido e deixa passar para Edinho, que se escapa nas costas do central, mas depois não é capaz de bater Rui Patrício.

49' Marinho recebe na área, sobre a direita, e centra rasteiro para a Edinho, que falha escandalosamente o toque para a baliza, quando estava a meia dúzia de metros do 2-0.

49' João Pereira, ainda dentro do seu meio campo, faz um passo longo para as costas da defesa da Académica. Capel acredita, estica-se para chegar à bola, mas não ultrapassa o guardião Ricardo.

56' Ricardo salta com Onyewu e defende para canto, desfazendo o perigo criado pelo livre cobrado por Matías Fernández à esquerda.

57' Matías desmarca Van Wolfswinkel pelo corredor central. O holandês ganha a posição no espaço de Abdoulaye, acelera, invade a área, mas depois acerta em Ricardo - e a recarga, de cabeça, é atrapalhada pelo vento, também não lhe sai bem.

58' Canto a favor da Académica, à esquerda. Adrien bate, Diogo Melo desvia de cabeça para o segundo poste, mas Schaars estava lá para safar o Sporting, evitando o 2-0.

62' Insúa, projetado no ataque à esquerda, puxa a bola para o pé direito e cruza. Van Wolfswinkel salta sem oposição, mas o cabeceamento sai sobre a barra.

80' Schaars, na transformação de um livre direto à entrada da área, atira para grande defesa de Ricardo.

82' Capel marca canto à direita. A bola é levantada para a zona do segundo poste, surgindo Onyewu a cabecear fraco. Ricardo mergulha e amarra facilmente.

85' Polga, de livre direto, bate com força, mas à figura de Ricardo.

90'+4' Bola bombeada para a grande área da Académica. Onyewu desvia e Jeffren tenta aproveitar a deixa, mas perde ângulo de remate e fracassa aos pés de Ricardo.

Minuto a minuto



90' FINAL DO JOGO! Académica - 1 Sporting - 0. ACABOU! A ACADÉMICA CONQUISTA A TAÇA DE PORTUGAL AO FIM DE 73 ANOS! O golo de Marinho, logo aos três minutos, garantiu a segunda Taça de Portugal para os estudantes, que já não iam à final desde 1969! O Sporting lutou até final, mas esbarrou em Ricardo que, com Adrien Silva, sai do Jamor como uma das principais figuras do encontro. Com esta conquista, a Académica garante também o acesso direto à fase de grupos da Liga Europa, enquanto o Sporting vai disputar o play-off de acesso àquela prova europeia!
90' RICARDO SALVA A ACADÉMICA! Jeffren aparece na área, toca para o golo, mas Ricardo surge para defender e evitar o empate!!! Incrível!
90' O Sporting pede penalty por mão na bola de um defesa...aparentemente, sem razão...
90' PARA FORA! André Martins atira de longe, mas por cima!
90' Seis minutos de descontos...
90' SUBSTITUIÇÃO Académica . Sai Marinho entra Rui Miguel
87' Onyewu faz falta na área da Académica. O norte-americano já está na frente, como avançado!
85' AGARRA RICARDO!!! Livre de Polga que o guarda-redes da Académica segura!
82' Agarra Ricardo! Canto de Capel, Onyewu salta por cima da defesa da Académica, cabeceia, mas Ricardo segura sem dificuldade.
80' RICARDO SALVA A ACADÉMICA!!! Livre de Schaars e o guarda-redes evita o golo!!!
80' SUBSTITUIÇÃO Académica . Sai Diogo Melo entra Danilo
77' SUBSTITUIÇÃO Sporting . Sai Matías Fernandez entra Jeffrén
76' CARRILLO PARA FORA! Remate do peruano de longe, mas por cima.
73' CARTÃO AMARELO para Stijn Schaars (Sporting ). Travou Adrien...
71' Edinho cai na área e reclama penalty de Polga. O Árbitro manda jogar...
70' SUBSTITUIÇÃO Sporting . Sai Insúa entra André Martins
69' SUBSTITUIÇÃO Académica . Sai David Simão entra Flávio Ferreira
69' CARTÃO AMARELO para Van Wolfswinkel (Sporting ). Empurrou David Simão...
69' CARTÃO AMARELO para David Simão (Académica ). Demorou a sair do relvado.
66' O jogo prossegue...
65' Adrien está caído no relvado e os jogadores da Académica protestam com o árbitro...Izmailov estava por perto, mas não se percebe o lance...
62' PARA FORA VAN WOLFSWINKEL!!! Cruzamento da esquerda, o holandês sobe para um cabeceamento e, em boa posição, atira por cima!
60' Jogo interrompido. Dois jogadores da Académica estão estendidos no relvado. João Real e Abdoulaye chocaram depois de uma disputa de bola com Matías Fernández.
58' PARA FORA! Canto de Adrien, Abdoulaye cabeceia, Schaars alivia quase em cima da linha e David Simão termina a jogada com um pontapé para fora, muito por cima!
57' O QUE PERDE VAN WOLSFWINKEL!!! O holandês ganha a frente à defesa da Académica, consegue isolar-se e atira para defesa de Ricardo!!! A bola sobra para o holandês que, de cabeça, sem ninguém na baliza, não consegue fazer o golo!!!
56' RICARDO DEFENDE!!! Livre de Matías ao segundo poste, Onyewu salta e atrapalha, sem falta, o voo de Ricardo, que consegue desviar para canto!
54' Fora de jogo a Edinho, que ainda rematou, ao lado. Má decisão, Edinho estava em posição regular.
51' Adrien abre em Marinho, este cruza, mas a bola sai para trás da baliza de Patrício.
49' RICARDO SALVA A ACADÉMICA! Bola longa para Capel, que tenta passar por Ricardo, mas o guarda-redes toca com o pé e salva a jogada!!!
49' EDINHO PERDE OUTRA!!! Cédric abre em Marinho na área, este cruza para Edinho que fica com tudo para o 2-0 e acerta mal na bola!!! Incrível perdida!
46' RECOMEÇA A PARTIDA
46' PATRÍCIO SALVA O SPORTING!!! O QUE PERDE EDINHO!!! Passe de Adrien, Polga falha o corte e Edinho isola-se. Cara a cara com Patrício permite a defesa ao guarda-redes leonino. A bola sobra para Marinho que cabeceia, mas a bola bate na cabeça de Edinho. No início do lance, Edinho parece estar em fora de jogo, aquando o passe de Adrien, refira-se.
46' SUBSTITUIÇÃO Sporting . Sai Elias entra Izmailov
45' INTERVALO NA PARTIDA ENTRE Académica e Sporting!! A Académica chega ao intervalo a vencer por 1-0, graças a um golo madrugador de Marinho!! Depois disso o Sporting esteve quase sempre por cima, mas não marcou!!
45' CARTÃO AMARELO para Insúa (Sporting ), por rematar para longe uma bola!!
45' O SPORTING VOLTA A FINALIZAR!! Canto de Carrillo e cabeceamento de Onyewu para defesa de Ricardo!!
44' CARTÃO AMARELO para Oguchi Onyewu (Sporting )
42' Numa ação concertada, os estudantes da Académica mostram agora várias tarjas de contestação: «Marinho paga-me as propinas», «Mão estou no desemprego», «Investir na educação é investir no futuro», «Quero direito a um futuro», «11 mil bolsas de estudo a menos», enfim, várias.
40' Daniel Carriço continua a aquecer. Está-o a fazer desde que Polga se queixou, logo ao terceiro minuto de jogo!
36' ACADÉMICA VOLTA A FINALIZAR!! Na marcação de um livre, Edinho atira por cima da barra!!
34' CARTÃO AMARELO para João Pereira (Sporting ), por protestos.
33' MATIAS AO LADO!! Na marcação de um livre, o chileno bateu em arco para o ângulo mais distantes, mas saiu ao lado!!
32' CARTÃO AMARELO para Cedric (Académica ), por falta sobre Diego Capel.
31' Adrien Silva tem sido dos jogadores mais interventivos, mas tem também feito muitas faltas. Paulo Batista já lhe aconselhou calma.
30' Grande jogada de Hélder Cabral pela esquerda, finalizada num cruzamento que Diogo Valente fechou com um cabeceamento fácil para Rui Patrício!!
28' Canto de Diogo Valente direto à baliza, mas que Rui Patrício resolveu sem dificuldades.
26' Boa jogada entre Insúa e Capel, que o espanhol finalizou num cruzamento ao qual Carrillo não chegou por muito pouco!!
24' Livre muito forte de Insua, mas Adrien saiu da barreira para oferecer o corpo à bola!!
23' CARTÃO AMARELO para Diogo Melo (Académica ), por falta sobre João Pereira.
20' Esgotados os primeiros vinte minutos, destaque para o crescimento do Sporting que cada vez mais se aproxima da baliza de Ricardo.
16' Excelente trabalho de Carrillo na direita, mas o cruzmaento foi afastado pela defesa da Académica.
14' VAN WOLFSWINKEL COM PERIGO!! Jogada de João Pereira pela direita, que deixa em Carrillo para um cruzamento a meio altura e Van Wolfswinkel finaliza na área, mas ligeiramente ao lado!!
13' O Sporting tentou criar perigo através de um cruzamento de Capel, mas a jogada foi anulada porque a bola já tinha passado a linha de fundo!
11' Os primeiros minutos mostram um jogo algo emotivo, nem sempre bem jogado. Os jogadores parecem acusar um pouco a pressão, sobretudo nas pequenas coisas.
9' Falta de Diogo Melo sobre Capel, o Sporting pede amarelo, bem o árbitro ao deixar passar.
6' Que mal, Sporting!!! Só dá Académica!! Cedric cruza da direita, Edinho finaliz de cabeça e Rui Patrício defende com segurança!!
5' Polga ficou lesionado no lance do golo e sai para receber assistência.
3' GOOOOOOOLLLLLOOOOOOO!!! ACADÉMICA ! 1-0 por Marinho!! A Académica marca da primeira vez que chega à baliza!! David Simão abre em Diogo Valente, que cruza para o segundo poste, Polga está no chão lesionado, Insúa deixa (muito mal) passar a bola e Marinho finaliza de cabeça ao segundo poste!!
2' Primeira finalização do jogo e para o Sporting!! Capel cruza da esquerda e Van Wolfswinkle cabeceia ao lado!!
1' COMEÇA A PARTIDA ENTRE Académica e Sporting
0' «Briosa no coração, Coimbra no coração», lê-se numa tarja enorme colocada na bancada dos adeptosda Académica.
0' Está tudo pronto. O jogo vai começar!!
0' Festa incrível no Jamor, apesar da chuva. Ambiente fantástico!
0' As duas equipas vão jogar com os respetivos equipamentos tradicionais. O Sporting de calções brancos e camisola listrada, a Académica toda de negro.
0' Ouve-se agora o Hino Nacional. Canta o estádio inteiro...
0' As equipas sobem ao relvado debaixo de chuva.
0' Melhor estão os adeptos da Académica que vieram munidos com as tradicionais capas.
0' Chove agora com intensidade, é pena, a festa estava bonita...
0' Rui Patrício e João Pereira vão depois juntar-se à Seleção Nacional que, a partir de segunda-feira, começa o estágio em Óbidos.
0' O relvado parece estar em excelentes condições e, apesar da chuva que tem caído ao longo do dia, foi regado antes do aquecimento dos jogadores.
0' Tudo a aquecer no relvado e bancadas bem compostas quando falta meia-hora para o início da partida.
0' SPORTING: Patrício, João Pereira, Polga, Onyewu e Insúa; Elias, Schaars e Matías; Carrillo, Van Wolswinkel e Capel.
Suplentes: Marcelo, Carriço, Izmailov, Jeffrén, Bruno Pereirinha, André Martins e Diego Rubio.
0' ACADÉMICA: Ricardo; Cedric, Abdoulaye, Joao Real e Hélder Cabral; Adrien, Diogo Melo e David Simão; Marinho, Edinho e Diogo Valente.
Suplentes: Peiser, João Dias, Flávio, Magique, Rui Miguel, Nivaldo e Danilo.
0' Podemos adiantar já a equipa do Sporting que está a aquecer. Patrício, João Pereira, Polga, Onyewu e Insúa; Elias, Schaars e Matías; Carrillo, Van Wolswinkel e Capel.
0' Sobem agora os jogadores do Sporting ao som do hino do Sporting, com a própria Maria José Valério a cantar no relvado.
0' Os guarda-redes da Académica são os primeiros a subir ao relvado para os habituais exercícios de aquecimento.
0' Este segundo jogo ainda está bem vivo na memória dos adeptos. Um grupo de «estudantes» acaba de passar junto à bancada de imprensa a cantar: «E o Polga é o nosso goleador...»
0' No segundo jogo, em Alvalade, Carrillo deu vantagem aos leões, mas a Académica chegou ao empate com um autogolo de Polga. Van Wolfswinkel marcou o golo da vitória.
0' No primeiro jogo, em Coimbra, Éder deu vantagem aos estudantes, enquanto Elias marcou o golos dos leões.
0' Nos dois embates para a Liga, ligeira vantagem para o Sporting que, na primeira volta, empatou em Coimbra (1-1) e, há pouco mais de um mês, venceu em Alvalade (2-1).
0' André Villas-Boas está no Estádio Nacional para assistir à final. O antigo treinador do Chelsea, treinou a Académica em 2009/10 antes de ir para o F.C. Porto.
0' A conferência de imprensa dos dois treinadores ficou, aliás, marcada, por uma troca de comentários pelo facto de Adrien, jogador emprestado pelos leões aos estudantes, ter falado sobre o jogo a meio da semana.
0' Muitas dúvidas quanto às equipas que vão subir ao relvado. O Sporting tem estado em «blackout» e não deu qualquer informação sobre a disponibilidade física dos seus jogadores. A Académica também esteve em «blackout» até há uma semana e, na antevisão do jogo, Pedro Emanuel fechou-se em copas quanto às suas apostas para esta tarde.
0' Sobe agora ao relvado uma tuna de Coimbra, a «Estudantina». Numa final com a Académica, não podia faltar.
0' O dia tem sido marcado por aguaceiros, mas nesta altura, quando falta pouco mais de uma hora para o início da partida, o sol vai espreitando sobre o Jamor.
0' Os jogadores da Académica, ainda de fato, subiram ao relvado para sentir o ambiente e receberam a primeira salva de palmas da tarde.
0' Os dois treinadores cruzaram-se apenas uma vez, como jogadores, nesta competição, numa meia-final, na temporada de 2005/06, em que o F.C. Porto bateu o Sporting, em pleno Estádio do Dragão, no desempate por grandes penalidades (5-4), depois de um empate 1-1.
0' Curiosamente, nas duas vezes que os estudantes bateram os leões, qualificaram-se para as duas finais mais emblemáticas da sua história. Na primeira, em 1938/39, acabaram por vencer. A segunda foi em plena revolta estudantil, em 1968/69. Os estudantes estiveram a vencer o Benfica, mas perderam no prolongamento com um golo de Eusébio.
0' Dois emblemas históricos e com uma forte tradição na Taça, mas curiosamente não há registo de um único encontro em finais. Sporting e Académica defrontaram-se por onze vezes em outras fases da competição, os leões venceram nove eliminatórias, enquanto os estudantes venceram outras duas.
0' Ricardo Sá Pinto vai estrear-se este domingo na atual edição da Taça de Portugal, uma vez que quando chegou, a equipa já estava qualificada para a final. Foi precisamente no penúltimo jogo de Domingos Paciência, com uma vitória na Choupana por 3-1.
0' Os adeptos vão entrando, aos poucos, para as bancadas e a festa muda-se das matas do Jamor para o palco do jogo.
0' O Sporting, por seu lado, joga a sua 26ª final e procura o 16º troféu do seu historial. Uma vitória esta tarde permite aos leões igualar o F.C. Porto em número de troféus. O Benfica lidera, nesta capítulo, com 24 taças.
0' A Académica joga a sua quinta final, depois de ter vencido a primeira edição, com uma vitória sobre o Benfica, há 73 anos, ainda no antigo campo das Salésias.
0' Sporting e Académica realizaram uma época irregular, mas podem compor esta tarde as expetativas com a conquista do último troféu da temporada.
0' PERCURSO DO SPORTING ATÉ À FINAL
3ª eliminatória: Famalicão-Sporting, 0-2
4ª eliminatória: Sporting-Sp. Braga, 2-0
Oitavos de final: Sporting-Belenenses, 2-0
Quartos de final: Sporting-Marítimo, 3-0
Meias-finais: Sporting-Nacional, 2-2 e 3-1
0' PERCURSO DA ACADÉMICA ATÉ À FINAL
3ª eliminatória: Académica-Oriental, 1-0
4ª eliminatória: Académica-F.C. Porto, 3-0
Oitavos de final: Leixões-Académica, 2-5 (a.p.)
Quartos de final: Académica-D. Aves, 3-2
Meias-finais: Académica-Oliveirense, 1-0 e 2-2
0' Boa tarde desde o Estádio Nacional onde este domingo, pelas 17h00, Académica e Sporting encerram a temporada 2011/12 com a final da Taça de Portugal. O Miasfutebol já está no Jamor para lhe contar tudo sobre a festa da final.


Árbitro


Paulo Baptista: nota 4

Golo da Académica sem antecedente ilegal

A disputa de bola entre Adrien e Polga, que levou o central do Sporting a ficar caído no chão e que antecede o golo da Académica, terá levantado dúvidas, mas o painel de juízes do Tribunal de O JOGO é unânime ao considerar não ter havido infração. Uma eventual mão de Cédric na bola foi desvalorizada pelos ex-árbitros, que não viram motivo para penálti, tal como uma pretensa falta de Polga sobre Edinho na área

Momento mais complicado

3' No lance que antecede o golo da Académica, Adrien comete falta sobre Polga, que surge caído no chão?

Jorge Coroado  +  Não houve nenhuma infração do jogador da Académica. O contacto foi fortuito e derivado do movimento de ambos. Quem anda à chuva molha-se e, nesta circunstância, Polga e o Sporting saíram constipados.

Pedro Henriques  +  Adrien toca inicialmente na bola e, por ação do movimento, acaba por chocar com Polga. Um lance corretamente analisado e sem motivo para infração.

José Leirós  +  O choque entre o jogador da Académica e Polga foi normal na disputa da bola pelo chão. Paulo Baptista decidiu bem ao deixar prosseguir o lance.

Outros casos

1. 64' Adrien foi agredido por Izmailov?
2. 70' Edinho é empurrado na área por Polga?
3. 90'+3' Há mão na bola de Cédric passível de castigo máximo?

Jorge Coroado 
1 - O lance não é claro, e o juiz estava de costas. A responsabilidade é de assistentes e quarto árbitro em caso de eventual agressão, indiciada pelo movimento duvidoso de Izmailov.

2 + Há um contacto nas costas de Edinho, natural em futebol, e o academista tentou aproveitar caindo. Bem o árbitro ao nada assinalar.

3 + Ressalto próximo, jogador apanhado de surpresa, movimento não deliberado e decisão acertada do árbitro ao nada assinalar.

Pedro Henriques
1 + As repetições não esclarecem se houve alguma infração faltosa de natureza disciplinar por parte de Izmailov, pelo que concedo o benefício da dúvida.

2 + Polga choca com Edinho numa ação fruto do movimento, não parecendo haver infração negligente por parte do jogador sportinguista.

3 + A bola bate no braço de Cédric após ressalto, ou seja, não foi deliberada nem intencional a ação, pelo que não houve motivo para grande penalidade.

José Leirós
1 + Este lance aconteceu nas costas do árbitro, que ainda consultou os seus assistentes. Não me parece que tenha havido qualquer agressão.

2 + Edinho cai na área do Sporting sem falta de Polga. Árbitro esteve bem em deixar o lance prosseguir.

3 + A bola, em ressalto entre dois jogadores, bate na cabeça, nas costas, no braço e no peito em tabela, sem motivo algum para grande penalidade.

Apreciação global

Jorge Coroado
Numa partida intensa e muito disputada, a arbitragem foi positiva. Com uma gestão técnica e disciplinar adequada, teve apenas decisões difíceis ao nível do fora de jogo.

Pedro Henriques
Jogo interessante com desempenho arbitral assim-assim. Algumas incertezas disciplinares e ações técnicas pouco afirmativas. Os muitos anos e a experiência que possui exigem mais dele.

José Leirós
Nomeação-surpresa, mas merecida como prémio de carreira. Não prejudicou nenhuma equipa e decidiu bem nos lances mais complicados, com algumas falhas disciplinares.

Outros


Pedro Emanuel: terceiro ex-adjunto de Villas-Boas a celebrar
Ser assistente do ex-treinador do F.C. Porto dá sorte

Vítor Pereira, Roberto Di Matteo e, agora, Pedro Emanuel. Três ex-adjuntos de André Villas-Boas só têm razões para celebrar.

O primeiro foi campeão nacional pelo F.C.Porto, o segundo ergueu a Liga dos Campeões ao serviço do Chelsea e o terceiro conduziu a Académica de Coimbra a uma brilhante vitória na final da Taça de Portugal.

Uma curiosidade rara, de facto. Ainda por cima no final de uma temporada nada positiva para o treinador que conduziu o F.C. Porto ao sucesso total na época 2010/11.

André Villas-Boas, curiosamente, esteve no Estádio do Jamor a apoiar a Académica.


Presidente da Académica teve de reparar a Taça
Base de madeira separou-se da parte de prata, e José Eduardo Simões teve de resolver o problema

A Taça de Portugal correu o perigo de chegar a Coimbra danificada. A meio da festa da Académica no Jamor, o troféu apareceu desmontado nas mãos do presidente do clube, com a base de madeira separada da parte prateada.

José Eduardo Simões garantiu então à RTP que a taça já lhe tinha sido entregue assim, mas acabou por ser ele a resolver o problema. Pouco depois o troféu já andava novamente de mão em mão, aparentemente em boas condições.
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Académica: um a um, os jogadores utilizados na taça
Adrien Silva é o recordista de minutos

Pedro Emanuel utilizou 25 jogadores ao longo da presente edição da Taça de Portugal. O capitão Orlando, que esteve a erguer o troféu no Jamor, não faz parte da lista devido a uma grave lesão.

Adrien Silva, com 680 minutos nas pernas, foi o atleta mais utilizado pelo treinador da Académica de Coimbra.

Pedro Emanuel utilizou 25 jogadores ao longo da presente edição da Taça de Portugal. O capitão Orlando, que esteve a erguer o troféu no Jamor, não faz parte da lista devido a uma grave lesão.

Adrien Silva, com 680 minutos nas pernas, foi o atleta mais utilizado pelo treinador da Académica de Coimbra.

Guarda-redes:

. Ricardo: 6 jogos, 570 minutos
. Peiser: 1 jogo, 90 minutos

Defesas:

. Hélder Cabral: 5 jogos, 480 minutos
. Cedric: 5 jogos, 480 minutos
. Abdoulaye: 5 jogos, 450 minutos
. Markus Berger: 4 jogos, 345 minutos
. João Dias: 2 jogos, 180 minutos
. Nivaldo: 2 jogos, 180 minutos
. João Real: 2 jogos, 180 minutos

Médios:

. Adrien Silva: 7 jogos, 680 minutos
. Habib: 6 jogos, 486 minutos
. Diogo Melo: 6 jogos, 396 minutos
. Danilo: 5 jogos, 253 minutos
. Hugo Morais: 4 jogos, 195 minutos
. Flávio: 3 jogos, 201 minutos
. David Simão: 1 jogo, 69 minutos
. Magique: 1 jogo, 1 minutos

Avançados:

. Diogo Valente: 7 jogos, 514 minutos
. Marinho: 7 jogos, 492 minutos
. Éder: 4 jogos, 377 minutos
. Sissoko: 4 jogos, 309 minutos
. Fábio Luís: 5 jogos, 111 minutos
. Rui Miguel: 3 jogos, 109 minutos
. Edinho: 2 jogos, 119 minutos
. Júlio César: 1 jogo, 13 minutos

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A Académica de Coimbra conquistou a segunda Taça de Portugal do seu historial. 73 anos depois de ter vencido a primeira! O Sporting falhou o objetivo de alcançar o F.C. Porto. Os dragões continuam com mais uma taça do que os leões: 16 contra 15.

O balanço das presenças e vitórias continua, apesar de tudo, positivo para o Sporting: os leões venceram quinze das 26 finais disputadas, enquanto a Académica passa a ter duas em seis finais disputadas.

O Benfica lidera em número de taças ganhas (24 troféus), seguido do F.C. Porto (16). O Sporting tem 15 e o Boavista surge em quarto com cinco taças. Belenenses e V. Setúbal têm três títulos, Académica soma dois; Leixões, Sp. Braga, E. Amadora e Beira Mar têm todos uma.

19 de maio de 2012

Taça de Portugal: quem leva o último troféu da época?

Sporting ou Académica fazem a festa este domingo no Jamor

É este domingo que se joga a final da Taça de Portugal, o jogo que assinala o epílogo da época 2011/12 no Estádio Nacional, no Jamor. Sporting e Académica, dois emblemas históricos do futebol português, dão as cores a uma festa que se quer sempre bonita. Dois clubes que realizaram uma época intermitente, mas que, agora, podem despedir-se com a conquista de um último título. Um jogo entre dois treinadores que ainda há pouco tempo pisavam os relvados e que, ainda há seis anos, se cruzaram numa meia-final desta competição.

Sá Pinto recebeu uma herança pesada de Domingos Paciência, mas com o «brinde» da garantia que estaria na final do Jamor. Numa dupla jornada na Madeira, o anterior treinador começou por garantir a qualificação para a final da Taça, no segundo jogo com o Nacional (3-1), superando o empate que tinha consentido em Alvalade (2-2), mas depois perdeu com o Marítimo (0-2) e caiu para o quinto lugar da classificação da Liga. Domingos já tinha perdido o terceiro lugar para o Sp. Braga e a ultrapassagem do Marítimo ditou definitivamente sua saída de Alvalade.

Foi Sá Pinto que já dirigiu o jogo seguinte, em Varsóvia, frente ao Legia, na Liga Europa, mas o bilhete para o Jamor já estava garantido. O novo treinador recuperou o entusiasmo em Alvalade, com uma boa campanha europeia e uma boa recuperação na liga que permitiu aos leões chegarem à última ronda com possibilidades de chegar ao terceiro lugar.

Pedro Emanuel, por seu lado, depois de uma boa primeira volta na liga, em que deixou a equipa no sétimo lugar e afastou o F.C. Porto desta competição, com uma vitória categórica em Coimbra (3-0), esteve dezasseis jogos sem vencer. Uma série negra que, curiosamente, começou com um empate diante do Sporting (1-1), em Coimbra, e terminou com uma derrota em Alvalade (1-2). Pedro Emanuel resistiu à pressão de quase cinco meses sem vitórias, coisa rara em Portugal, e salvou a equipa da despromoção, com as primeiras vitórias do ano nas duas últimas rondas da liga.

Onze jogos, primeira final

Na antevisão da partida, os dois treinadores fizeram alusão à história dos dois emblemas na competição. Uma história rica, de parte a parte, mas sem o registo de um único encontro em finais. Sporting e Académica defrontaram-se por onze vezes em outras fases da competição, os leões venceram nove eliminatórias, enquanto os estudantes venceram outras duas, curiosamente, em duas meias-finais que conduziram a equipa de Coimbra às duas finais mais emblemáticas da sua história.

A Académica vai este domingo para a sua quinta final, desde que venceu a primeira edição, ainda no antigo campo das Salésias, há 73 anos. Mas a última final também já foi há 43 anos, talvez a mais emblemática, em 1969, em plena revolução estudantil. Um jogo em que a equipa de Coimbra esteve a vencer e só caiu no prolongamento com um golo de Eusébio.

Os leões, por seu lado, já contam com 25 finais e já conquistaram quinze troféus - menos um do que o F.C. Porto e menos nove do que o Benfica - o último dos quais em 2007/08, frente ao F.C. Porto (2-0), com dois golos de Rodrigo Tiuí no prolongamento.

Os dois treinadores cruzaram-se apenas uma vez, como jogadores, nesta competição, numa meia-final, na temporada de 2005/06, em que o F.C. Porto bateu o Sporting, em pleno Estádio do Dragão, no desempate por grandes penalidades (5-4), depois de um empate 1-1.

Percurso da Académica:
3ª eliminatória: Académica-Oriental, 1-0
4ª eliminatória: Académica-F.C. Porto, 3-0
Oitavos de final: Leixões-Académica, 2-5 (a.p.)
Quartos de final: Académica-D. Aves, 3-2
Meias-finais: Académica-Oliveirense, 1-0 e 2-2

Percurso do Sporting:
3ª eliminatória: Famalicão-Sporting, 0-2
4ª eliminatória: Sporting-Sp. Braga, 2-0
Oitavos de final: Sporting-Belenenses, 2-0
Quartos de final: Sporting-Marítimo, 3-0
Meias-finais: Sporting-Nacional, 2-2 e 3-1



Adrien leva a troca a de palavras entre Sá Pinto e Pedro Emanuel

Jogador emprestado pelos leões quebrou «blackout» a meio da semana


Sporting tem estado em «blackout» neste final de época, a Académica também esteve até garantir a permanência na última jornada da liga. Este sábado, por respeito aos regulamentos, os treinadores Ricardo Sá Pinto e Pedro Emanuel foram forçados a falar e trocaram algumas palavras a propósito de um jogador que quebrou o silêncio a meio da semana. Trata-se de Adrien, jogador emprestado pelos leões aos estudantes, que anunciou que, nesta final, ia estar «do lado do inimigo».
Uma situação que levou a uma certa tensão entre os dois treinadores que se apresentaram lado a lado na conferência de imprensa. Sá Pinto foi o primeiro a disparar, Pedro Emanuel sentiu o toque e respondeu à letra.

A troca de palavras começou pelas diferenças em relação ao jogo de há duas semanas, ainda para a Liga, quando o Sporting bateu a Académica em Alvalade (2-1).

O treinador do Sporting anunciou as alegadas diferenças na equipa dos estudantes e rematou com o facto de Adrien ter quebrado o silêncio, mesmo tendo indicações do Sporting para não o fazer a propósito desta competição.

«Pelo menos num onze vai haver diferenças. Entrarão o Ricardo, o Héder Cabral e o Edinho», começou por dizer Sá Pinto, sorridente, dirigindo o olhar para Pedro Emanuel. Mas depois prosseguiu com a referência a Adrien. «Tenho estado atento a tudo o que envolve esta final e embora a Académica esteja em blackout, tal como o Sporting, um jogador do Sporting emprestado à Académica falou. Folgo em saber que existe esse otimismo e vontade de ganhar da parte de um jogador que foi emprestado por nós», acrescentou.

Pedro Emanuel aceitou a parte que o jogo de domingo será «certamente» diferente do de há duas semanas, mas depois respondeu à questão de Adrien. «Não posso retirar a ambição dos meus jogadores, alimento-a diariamente. Espero isso de todos os jogadores que estejam emprestados, quer pelo Sporting, Benfica, Porto ou Málaga. Ele tem a ambição de querer mostrar o seu valor num palco histórico, fico agrado com isso, porque é isso que transmito diariamente aos meus jogadores», referiu.

Depois, os treinadores reduziram o discurso ao essencial ou mesmo quase nada. O Sporting tem estado em rigoroso «blackout» e a informação sobre a disponibilidade física dos jogadores tem sido nula. Sá Pinto manteve-se fechado em copas. «Amanhã vão saber», disse apenas em relação aos jogadores que tem à disposição.

Pedro Emanuel falou um pouco mais, mas também adiou as questões relativas ao onze para o dia do jogo. «A expetativa que criamos ao longo da semana faz parte do jogo. É bonito a surpresa. Não acredito que o Ricardo [Sá Pinto] vá adiantar agora a equipa, a minha será amanhã antes do início do jogo. O futebol é engraçado por isso mesmo, não há jogos iguais, mesmo que apresentássemos as mesmas equipas do jogo anterior, o contexto seria sempre diferente. É uma das festas mais bonitas do futebol português no culminar de uma época desportiva», destacou.

Pedro Emanuel: "Tornar este momento inesquecível"

Para a Académica e para o seu treinador Pedro Emanuel, esta final da Taça de Portugal é um prémio pela época difícil que o emblema de Coimbra teve. E embora o Sporting seja favorito o técnico quer que os "estudantes" façam desta final um momento inesquecível.

"Quando chegamos a uma final, é legítimo tentar a felicidade. É isso que vamos tentar fazer. Um dos pontos que frisei, quando fui apresentado, era a intenção de chegar a uma das finais. Conseguimos isso de forma extraordinária, mesmo com uma época difícil. É a cereja no topo do bolo.", confessa Pedro Emanuel que quer uma equipa ambiciosa. "Temos uma identidade própria, criada ao longo de todo o campeonato, com momentos positivos e agradáveis, e outros não tão bons. A imagem que fica é a de fazer valer sempre os princípios que defendemos, de uma equipa competitiva e com ambição", explicou o treinador da Académica que recorda a história do clube. "A história do clube é rica, e por isso o entusiasmo é grande. É uma festa bonita do futebol português, e a Académica quer tornar este momento inesquecível para o clube e para a cidade", concluiu Pedro Emanuel.


«Esta equipa merece a Taça», defende Pedro Emanuel
Pedro Emanuel a viver um sonho. Ele a Académica e a cidade. Quarenta e três anos depois. Sair do Jamor com a Taça não é fácil, mas não o jogo, garante, não pode ser visto como a salvação da época.

«Não podemos ser tão redutores ao ponto de analisarmos a época da Académica de forma tão singela. Temos uma identidade própria, consistente, tivemos momentos agradáveis e outros não tão bons. Mas a imagem que deve prevalecer é a dessa vontade enorme de fazer valer todos esses princípios e ambição. É assim que nos vamos apresentar nesta festa bonita com toda a legitimidade que nos assiste de tentarmos ser felizes. E se analisarmos globalmente a nossa época, a conclusão tem de ser extremamente positiva, com o beneficio adicional de estarmos à partida apurados para uma pré-eliminatória da Liga Europa», afirmou o treinador da Briosa.

E vencer seria um prémio para todos, em particular para os jogadores.
«Nutríamos o sonho de chegar a uma final de uma das taças. Chegámos aqui de forma extraordinária, vencer seria a cereja no todo do bolo. Esta equipa merece, os jogadores pelo esforço, pelo desgaste físico e mental dos últimos jogos... Vamos lutar com dignidade e acima de tudo com o orgulho de estarmos a representar um clube, uma cidade, uma região que 43 anos depois volta ao Jamor e que merece esta festa», disse o treinador da Académica, deixando dois agradecimentos:

— O nosso objetivo no campeonato passa pela manutenção, este ano contra as expectativas aconteceu mais tarde. Queria deixar um agradecimento à Direção porque não é normal acreditar na equipa técnica após 16 jogos sem vencer. E queria deixar também um agradecimento aos nossos adeptos que nunca deixaram de nos apoiar.

Há não muito tempo a Briosa foi a Alvalade fazer a vida difícil a um leão em ressaca europeia, um jogo que já pertence ao passado.
«Amanha o jogo vai ser completamente diferente, não só pela envolvência, pelos onzes, mas também pela importância do próprio jogo e de como ele vai ser vivido. Naturalmente o Sporting, pela sua história terá outras responsabilidades, mas os jogadores da Académica terão outros níveis de ansiedade. Que serão facilmente controláveis. Vamos respeitar como sempre o nosso adversário mas vamos tentar ser felizes. Que seja um bom espetáculo», desejou Pedro Emanuel.

Todos no palco dos sonhos

O plantel da Académica cumpre, por esta altura, o treino de adaptação ao Estádio Nacional, o palco da final da Taça de Portugal. Pedro Emanuel tem à sua disposição 24 jogadores, mas mesmo os lesionados estiveram presentes no relvado.

Diogo Gomes, Orlando, Pape Sow e Reiner estão fora das opções do treinador dos estudantes, todos devido a lesão, mas não deixaram de acompanhar os seus companheiros para esta final. Quem não marca presença é o avançado Éder, mostrando que está assim já fora do grupo.

No mais, Pedro Emanuel promoveu ao longo da sessão exercícios para aliviar a eventual carga psicológica sobre os jogadores, pelo que o treino decorreu sempre de forma muita animada, com muitos sorrisos.

De referir que antes de entrar no estádio os jogadores cruzaram-se com a equipa do Sporting, que se treinou antes no recinto, porém à porta fechada. Um primeiro encontro com o adversário deste domingo, tendo havido mesmo cumprimentos simpáticos.

Jamor: pode a Académica voltar a ser a Académica?

Há quem diga que a final da Taça é a última oportunidade da Briosa fazer as pazes com ela. «O problema é que os estudantes não vêm nos cadernos de empresários», dizem.
O regresso da Académica ao Jamor levanta a pergunta obrigatória: onde anda o espírito que tornou a Briosa um clube único? A resposta é difícil de situar, mas é indesmentível que esta já não é a mesma Académica. «Eram tempos muito diferentes», atira o antigo jogador Manuel António.

A Académica era os estudantes e uma forte escola de formação. Tinha uma ligação quase umbilical à academia. Herdava-lhe o espírito e as tradições. Académica e academia conviviam nos mesmos cafés, nos mesmos bares, nas mesmas tertúlias dos mesmos salões. «São tempos irrepetíveis.»

Ora Franscisco Andrade discorda: a Académica só pode ser aquilo. «Esta final da Taça de Portugal vai fazer com que milhares de pessoas que estavam fora da Académica se unam e voltem a sentir o clube. Quem sabe a Académica não se torne mais igual ao passado e menos igual ao presente?».

«Têm o privilégio de dar voz a um país sem voz: façam-no»

Francisco Andrade foi treinador da Académica na final da Taça de 1969 que começou a mudar o país. A Briosa ganhou nesse jogo um lugar de ouro na história: não na história do futebol, na história do país. Mas Francisco Andrade foi mais do que isso. «Estive nos três momentos-chave da vida do clube.»

Era jogador na greve estudantil de 62 que levou o governo a separar a Académica e a academia, nomeando uma comissão administrativa, era treinador em 69 quando a Académica começou a fazer Abril e era treinador em 74 quando a Académica deu lugar ao CAC: Clube Académico de Coimbra.

Ora por isso o antigo treinador acredita firmemente que a Académica só tem uma saída: ser outra vez a Académica. «O jogo de domingo não é só um jogo, é um reencontro com o espírito da Académica», refere. «A final da Taça é a hipótese de salvação da Académica em muitos aspetos.»

Manuel António, do acampamento da tropa para o Jamor

«Não critico ninguém, a direção do clube de certeza que fez tudo o que pôde e fez o melhor que sabe. Mas cometeu-se um erro muito grande: acreditou-se que a Académica podia sobreviver sendo um clube como outro qualquer. Não pode. Por isso a Académica é cada vez um clube mais pobre.»

Ora como este não é um assunto consensual, Manuel António (que foi treinado por Francisco Andrade nessa final especial) discorda. O futebol mudou. Há uma coisa que manda mais do que tudo o resto: o dinheiro. «Na época ter um curso superior era algo muito importante e valorizado», sublinha.

«Era importante ter uma licenciatura para ter uma vida boa. Hoje já não será tanto assim. Um contrato profissional no futebol rende muito mais», adianta. Francisco Andrade contrapõe que ele não é utópico. «É impossível ter uma Académica só com estudantes. Mas é possível ter estudantes.»

O problema, diz, não chega a ser o dinheiro. É outro. «O problema é que os jogadores- estudantes não vêm nos cadernos dos empresários de futebol», refere. «Mas eles existem. Eu conheço-os. Há muitos jogadores na Liga e na Honra que são estudantes. Esse é o mercado da Académica.»

«Temos de ter seis ou sete estudantes na equipa e com isso conservar o espírito. A Académica OAF tem de aproximar-se da Associação Académica de Coimbra. É muito mais o que nos aproxima do que o que nos separa. Podemos voltar a ser o segundo clube da maior parte dos portugueses.»

Ora voltamos ao início, e à razão desta discussão: a final da Taça.«É talvez a última oportunidade da Académica fazer as pazes com ela», diz. «Tenho a certeza que vou ver no Jamor muita gente que estava zangada e dizia que nunca mais veria um jogo da Académica. De capa sobre os ombros.»

Recorde o que foi a Académica nos anos 60: