5 de outubro de 2012

2012/2013 - Liga Europa - Académica 1 - Hapoel 1


nº espectadores: 5667
nota ao árbitro:  Stephan Struder: 3
melhor do Hapoel: Damari
melhor da Académica: Ricardo

Crónica Maisfutebol


Depois da primeira vitória de domingo, a Briosa parecia ter-lhe tomado o gosto. Esteve prestes a casar a exibição com o resultado, mas, mais uma vez, a experiência falou mais alto. Com meia-dúzia de oportunidades para fazer o 2-0, a equipa de Pedro Emanuel acabou por sofrer o empate no último minuto.

Depois de 41 anos sem jogo europeus, Coimbra engalanou-se para a ocasião (que pena não ter havido mais público...), e a Académica correspondeu com uma exibição em crescendo, que culminou com um início de segunda parte avassalador, mas perdulário. Demasiado, até. E foi castigada por isso no fim.

O receio mútuo dominou os primeiros instantes do jogo, com ambas as equipas pouco dispostas a correr riscos no ataque. A postura expetante dos israelitas em nada favorecia uma Briosa que talvez preferisse dar a iniciativa ao adversário para poder contra-atacar.

O problema é que o Hapoel não queria pegar na oferta e, desta forma, tiveram de ser os estudantes a tomar as rédeas da partida. Primeiro timidamente, mantendo sempre muita gente atrás para se precaver de alguma reação mais afoita do adversário, os homens de Pedro Emanuel foram crescendo em confiança com o tempo.

Não fosse uma fuga de Tamuz pela direita, concluída com uma defesa atenta de Ricardo para canto, e os hebreus quase não teriam causado perigo na primeira parte. Ao invés, a Briosa, quando se deixou de respeitos excessivos, soube acercar-se da baliza de Apoula e tentar os reflexos do nigeriano naturalizado arménio.

João Dias deu o mote, com um grande remate de pé esquerdo, seguindo-se mais uma iniciativa aflitiva para os forasteiros, e um outro tiraço de John Ogu. Estava, definitivamente, descoberto o caminho para o golo. Só faltava percorrê-lo até ao destino.

Dito e feito. A Académica deve ter-se fartado tanto de olhar para os galões israelitas que voltou dos balneários disposta a ver até onde a fama poderia não corresponder ao proveito. Quase como se fosse fácil, Marinho e Cissé desenharam o lance de um golo digno dos manuais do bom futebol.

Avalancha ofensiva, por fim

O guineense concluiu o cruzamento com um remate à meia-volta que levou o estádio ao rubro e colocou, diga-se, toda a justiça no resultado. O que se seguiu poderia parecer impensável para muitos, sobretudo para os de Israel, mas aconteceu.

A Velha Senhora, como carinhosamente lhe chama a Mancha Negra, reduziu o Hapoel a um grupo de bons rapazes, incapazes por vezes de cruzar o próprio meio-campo, tal a avalancha ofensiva que a equipa portuguesa resolveu desencadear.

Marinho visou os ferros, Cleyton fez o mesmo, Apoula teve de usar de todos os recursos noutras ocasiões, em suma, os estudantes «cheiraram» de narinas bem abertas todos os aromas do segundo golo que, muito provavelmente, arrumaria o encontro e colocaria 200 mil euros nos cofres do clube. Não aconteceu.

A fúria coimbrã não poderia durar para o resto do jogo e, naturalmente, a equipa recuou um pouco as linhas, na exata medida em que os israelitas foram colocando mais elementos na frente.

Nesta altura, veio ao de cima o melhor de Ricardo, um par de defesas preponderantes, mas também o desperdício de Wilson Eduardo, que, de outra forma, teria colocado ainda mais verdade no desfecho final. Em vez disso, no canto do cisne, Damari, o melhor marcador do Hapoel, deu cabo do sonho estudantil. Tremenda injustiça, mas a experiência internacional também é isto.


Destaques


A figura: Marinho

O pequeno dos grandes momentos. Uma assistência para golo e uma bola ao ferro, mais umas quantas iniciativas e, quase no final, o aplauso, com muitos adeptos de pé: assim se resume a passagem do talentoso extremo pelo relvado do Cidade de Coimbra. Por tudo o que fez, merecia a vitória.

Outros destaques:

Salim Cissé

Há poucos meses era um simples miúdo fugido de África, perdido na quarta divisão italiana, à procura de um futuro melhor. Mas desde que começou a época na Académica, o avançado de 19 anos vê a sua cotação subir em flecha. «Roubou» a titularidade a um internacional, como Edinho, e faz por merece-lo. O golo que marcou esta quinta-feira, é digno de figurar nos mais exigentes compêndios de futebol. Foi mais do que um remate, foi um verdadeiro espetáculo, um daqueles momentos de levantar qualquer estádio.

Ricardo

Sem muito trabalho até ao último quarto-de-hora de jogo, o guarda-redes português foi fundamental num par de lances em que tudo parecia perdido. Elástico, atento, sereno, irritou os israelitas ao máximo. Só não pode fazer milagres e aquele cabeceamento de Damari era impossível de defender.

Ferreira e Ferreira, firma para o sucesso

Que jogo personalizado de Reiner Ferreira, sempre autoritário, sóbrio e agressivo quando foi preciso. Mas o que dizer o companheiro de lado, também Ferreira, o Flávio, jovem capitão desta equipa irredutível de Coimbra? Que dupla magnífica, quase perfeita, que defendeu com unhas e dentes a baliza de Ricardo, até ao golpe traiçoeiro de Damari.

Hélder Cabral

Outro jogador com uma exibição digna de todos os encómios. Um lince a subir pelo flanco esquerdo e um leão a fechá-lo a qualquer «inimigo». E aquele livre em arco que quase deu o segundo?

Apoula

Quando um guarda-redes merece destaque, está praticamente tudo dito. Camaronês naturalizado arménio, para ser internacional, o guardião do Hapoel foi o melhor elemento da formação israelita, com um punhado de grandes defesas.

Tamuz

Referência máxima do Hapoel no ataque, este nigeriano naturalizado israelita deu nas vistas logo no início do jogo com uma fuga pela direita que semeou o pânico na defesa da casa. Ricardo estava lá, para o que desse e viesse, mas o avançado mostrou ter boa movimentação e pés de veludo.


Opiniões


Pedro Emanuel, treinador da Académica, no final do empate frente ao Hapoel Telavive, para Liga Europa, esta quinta-feira, em Coimbra:

«Dececionante? Não. Sinceramente, gosto de fazer uma análise global. O que tínhamos prometido aos adeptos, que era dar uma boa imagem do nosso real valor, foi plenamente conseguido. Estou com esta cara triste pelos jogadores, mas contente pelo que fizeram, que foi em tudo superior ao que fez o Hapoel. O resultado peca por escasso para o nosso lado.

Estou plenamente satisfeito pela exibição da equipa e pelo prazer de presentear toda a gente que veio ao estádio com este espetáculo. Estamos orgulhosos por isso. Ainda nos falta muito, mas o caminho faz-se assim, caminhando.
Foi uma exibição dentro do planeado, analisámos bem o adversário, que vinha de um momento conturbado, com a mudança de treinador, e poderiam estar um pouco fragilizados. Começamos de forma um pouco temerosa, mas fomos soltando das amarras e merecíamos outro resultado.

É claro que os jogadores vão levar uma pancada, por sofrerem o golo no último minuto, depois de 41 anos sem jogos destes em Coimbra, mas são estes momentos que nos levam a crescer. É com isto que se adquire a experiência. Vamos guardar que poderíamos ter feito o dois, três, ou quatro a zero, e acabámos por sofrer o empate. O futebol é fértil nestas situações. Amanhã será mais difícil, mas, sábado, já estaremos bem.»



Yossis Abukasis, treinador do Hapoel Telavive, no final do empate com a Académica, esta quinta-feira, em Coimbra, para a Liga Europa:

«A Académica começou por marcar, teve várias oportunidades, mas nós também, pelo que o golo que conseguimos fazer no final acaba por ser merecido. Foi muito importante para nós marcar, pois, em simultâneo com o resultado do Atlético, isso permite às três equipas, nós, o Plzen, e a Académica, manterem-se na corrida pelo segundo lugar. O grupo continua em aberto para o lugar a seguir ao do Atlético de Madrid.»



Makelele, no final do empate com o Hapoel, esta quinta-feira, em Coimbra, para a Liga Europa:

«Foi frustrante, estivemos bem no jogo, fizemos uma excelente partida, que até teria dado para golear, mas é assim mesmo. Quem não faz, toma e pagámos o preço no final. É natural que nos tivéssemos sentido cansados, corremos muito e fizemos uma boa exibição, e, na parte final, acusámos isso. Corremos atrás, a todo o momento e instante, mas faltou-nos um pouco de paciência para segurar a bola no fim. Não pode acontecer mais este erro. Conseguir aqui os três pontos teria sido maravilhoso para a nossa caminhada. A nossa briga não é com Atlético, mas com o Hapoel e os checos, mas agora temos de somar pontos em Madrid...»




Wilson Eduardo, jogador emprestado pelo Sporting à Académica, comentou a situação de Sá Pinto, no final da partida que resultou num empate 1-1, diante do Hapoel, esta quinta-feira, em Coimbra:

«Sobre a situação do treinador do Sporting não tenho nada a dizer, a direção do clube é que sabe.»

[Sobre o jogo]«Penso que toda a gente viu que a Académica foi a única equipa que procurou a vitória durante o jogo todo. Tivemos mais do que uma oportunidade para fazer o 2-0, e como se costuma dizer quem não marca sofre. E foi o que aconteceu na parte final, num lance infeliz para nós. Hoje, todos os jogadores saíram com sentimento de frustração porque tínhamos ao nosso alcance uma noite histórica, para a cidade e para o clube. Tínhamos tudo para conquistar os três pontos mas isso não foi possível. Agora há que levantar já cabeça para o próximo jogo.»



Flávio, capitão da Académica, comentando a frustração da equipa depois de deixar escapar a vitória sobre o Hapoel nos últimos minutos da partida, esta quinta-feira, em Coimbra:

«Estivemos a ganhar, controlámos o jogo todo, e depois nos últimos dez minutos a equipa partiu um bocadinho. Infelizmente, sofremos o golo no último minuto, o que é frustrante para nós porque tínhamos a vitória ao nosso alcance. Não podemos desculpar o resultado só com o cansaço. Devíamos ter-nos organizado melhor, mas não o conseguimos fazer. E podíamos ter matado o jogo antes, mas sofremos o golo do empate.

[Sobre a influência do resultado no ânimo da equipa] «Nós, na Liga Europa, somos outsiders e qualquer bom resultado que a equipa obtenha será sempre de assinalar. Porém, o nosso foco é o campeonato e é aí que nos vamos concentrar. Provámos nos Barreiros que somos uma equipa competente, e agora queremos dar continuidade ao bom trabalho que temos vindo a desenvolver. Ainda não perdemos no campeonato, mas o que queremos mesmo é ganhar, e é com esse intuito que vamos para o jogo com o V. Guimarães.»

[Sobre a quantidade de jogos tão próximos uns dos outros] «Temos um grupo de trabalho grande, com jogadores de qualidade, e todos podem ser úteis à equipa. Cabe agora ao treinador fazer a gestão do plantel.»

[Sobre a fraca afluência de público] «Sabe a pouco o número de adeptos que compareceram no estádio. Mas aqueles que vieram estiveram do nosso lado do primeiro ao último minuto e nunca nos deixaram ir abaixo. A eles é que temos de agradecer e pedir que nos continuem a apoiar, porque são uma parte importante no nosso trabalho.»


Marinho, autor da assistência para o golo de Cissé, que de pouco valeu esta quinta-feira frente ao Hapoel, uma vez que a Académica acabaria por consentir o empate no último minuto:

«É aquele sentimento que ninguém gosta de ter, a frustração de, depois de dominar todo o jogo, acabar por sofrer um golo no último minuto, que nos deixa fora do objetivo, que era a vitória. O futebol é assim mesmo. Temos de levantar a cabeça, o próximo jogo está já ai. Sabíamos que tínhamos de estar no nosso melhor para os vencer e a verdade é que as vitórias moralizam e trazem confiança. Fizemos um bom jogo, mas acabamos por ficar com a sensação que parece que não valeu a pena. Acabámos por morrer na praia. Tivemos três ou quatro ocasiões claríssimas, não marcámos, e, no último lance do encontro, sofremos o empate. Há que seguir em frente, mas o nosso principal objetivo é o campeonato. Queremos desfrutar da competição, não querendo ser bombos da festa.»



4 de outubro de 2012

Liga Europa: Visão do treinador e guarda redes do Hapoel


Pode ser simples modéstia ou estratégia. O treinador do Hapoel Telavive, Yossi Abukasis, recentemente empossado no cargo, desfez-se em elogios à Briosa, que considerou favorita para o jogo desta quinta-feira.

«Vi todos os jogos da Académica. Sabemos que está em boa forma, está bem orientada, veio de uma vitória e, mesmo na Liga Europa, apesar de ter perdido, deixou boa impressão», começou por dizer o técnico hebreu.

«Depois de ambas as equipas terem perdido na primeira jornada, será um jogo importante para ambos os lados. Penso que nós, a Académica, e o Plzen irão lutar pelo segundo lugar, daí a importância deste encontro», prosseguiu, deixando claro o objetivo para o jogo.

«Queremos ganhar e vamos à procura disso, mas não será fácil. Ainda não estamos ao nosso melhor nível, e, por isso, temos de melhorar para ganhar, mas queremos os três pontos. Claro que Académica, por jogar em casa, é favorita», finalizou, destacando o ataque da Briosa: «É muito forte, vai ser nossa missão pará-lo.»
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Gil Vermounth fazia parte da equipa do Hapoel Telavive que derrotou o Benfica, há dois anos, na Liga dos Campeões, por 3-0, em Israel. O médio participou, de resto, nas duas partidas (na Luz, os encarnados haviam vencido por 2-0), mas é da goleada que melhor se lembra.

«É verdade, jogámos contra eles, estive nos dois jogos, e o Hapoel, na altura, era muito forte. Tínhamos um conjunto de jogadores que jogavam juntos há muito tempo», sublinhou, deixando bem vincadas as diferenças para o atual plantel:

«Esta época chegaram muitos novos jogadores, ainda estamos a tentar entrosar-nos. São jogadores diferentes. Bons, mas precisamos de tempo para conseguirmos encontrar a melhor forma.»

Vermounth falou ainda do desaire com o Atlético de Madrid em casa (0-3), que a equipa encarou como natural. «Não foi simpático, mas considerando que foi diante do adversário que irá ficar em primeiro, este jogo [com a Académica] é muito importante para nós.»

in maisfutebol.pt

Liga Europa: Antevisão de Pedro Emanuel e Ricardo ao jogo com o Hapoel

3 de outubro de 2012

Liga Europa: Académica - Hapoel: Convocados


Já é conhecida a lista de convocados da Académica para o encontro desta quinta-feira frente ao Hapoel Telavive (20.05 horas), referente à 2.ª jornada do Grupo B da Liga Europa.

Pedro Emanuel decidiu chamar 19 jogadores, numa lista onde aparece Peiser, que não treinou durante a semana devido a uma lesão no cotovelo esquerdo. Além do guarda-redes francês, destaque ainda para as presenças de Rodrigo Galo e Makelele, dupla que havia falhado a deslocação ao Funchal, no passado domingo, o primeiro devido a castigo, o segundo por lesão.

Eis a lista dos 19 convocados:

Guarda-redes: Peiser, Ricardo e Fábio Santos;

Defesas: João Dias, Flávio, Rodrigo Galo, Reiner e Hélder Cabral;

Médios: Keita, Makelele, Bruno China, Cleyton e John Ogu;

Avançados: Marinho, Serge N’Gal, Wilson Eduardo, Edinho, Afonso e Salim Cissé.

«Na nossa mente temos que ter sempre o pensamento na vitória» - Ricardo


É um dos titulares indiscutíveis da Académica, faz parte da hierarquia de capitães, e deverá ser, com toda a certeza, o dono da baliza da Briosa no encontro desta quinta-feira frente ao Hapoel Telavive.

A experiência é um posto e também talvez por isso Ricardo tenha sido o jogador escolhido para estar ao lado de Pedro Emanuel na conferência de Imprensa de antevisão ao jogo com os israelitas.

Para o número 12 dos estudantes, a Liga Europa é a consequência lógica da vitória na Taça de Portugal na temporada passada, e o guardião espera que os adeptos respondam à chamada. Até porque, refere, a equipa tudo vai fazer para lhes dar uma grande alegria, lutando pela vitória:

- Estarmos na Liga Europa é um prémio para o que a Académica fez o ano passado. É uma competição bonita e estou em crer que Coimbra nos vai receber de braços abertos. Sabemos que o Hapoel é uma equipa bastante competitiva, que luta sempre pelo título no seu campeonato. Mudou recentemente de treinador, algo que pode jogar contra nós por não sabermos se têm ou não novos métodos, mas na nossa mente temos sempre o pensamento na vitória. A equipa está forte e logicamente que temos hipóteses de lutar pelos três pontos que nos possam ajudar a passar à segunda fase.

Noutro âmbito, refira-se que a Académica realizou na manhã desta quarta-feira o derradeiro treino antes da partida de amanhã (20.05 horas) diante do Hapoel Telavive. A sessão decorreu no Estádio Cidade de Coimbra, e Pedro Emanuel voltou a não poder contar com Marcos Paulo, Carlos Saleiro, Halliche e Peiser, todos lesionados. Em sentido inverso, Makelele e João Real treinaram novamente sem qualquer limitação, e podem entrar nas contas do treinador academista.


in abola.pt

«Respeitamos o Hapoel mas vamos dar tudo pela vitória» - Pedro Emanuel


Aproxima-se a passos largos o regresso dos jogos europeus a Coimbra. 41 depois a Académica volta a participar numa competição internacional e esta quinta-feira defronta o Hapoel Telavive na 2.ª jornada do Grupo B da Liga Europa.


Para Pedro Emanuel, esta presença dos estudantes na segunda prova mais importante da UEFA não é mais do que um prémio por aquilo que o clube conquistou na última temporada – a Taça de Portugal -, mas pretende que os seus jogadores mantenham os princípios pelos quais a equipa se tem regido esta época:

- A vitória que conseguimos no último domingo frente ao Marítimo foi moralizadora. Queremos ser uma equipa cada vez mais competitiva. Este jogo com o Hapoel é diferente, é de outra competição, e trata-se do regresso das provas internacionais a Coimbra 41 anos depois, o que é mais um fator de motivação. Tenho a certeza absoluta que todos os sócios e adeptos da Académica não nos vão deixar ficar mal e vão comparecer em grande número no Estádio amanhã. Estarmos presentes na Liga Europa é um prémio pelo que fizemos na última época. Vamos entrar com a ambição de quem joga em casa e vamos disputar os três pontos. Respeitamos o Hapoel mas vamos dar tudo pela vitória. Trata-se de uma equipa que gosta de ter a bola, que faz boa circulação e tem bons executantes individuais. Com que equipa portuguesa a posso comparar? Talvez com o SC Braga…

O treinador dos estudantes conta com um passado rico nas competições europeias, enquanto jogador, e com tanta experiência acumulada o que pede agora aos seus atletas é que aproveitem o facto de poderem participar em tão prestigiante troféu.

«Os meus jogadores já tiveram o primeiro impacto do que é a organização e competitividade da Liga Europa. À imagem do que sucede na Liga dos Campões, estas provas são do melhor que existem no futebol mundial. Poder participar e fazer parte desta história é do mais moralizador que pode existir. Espero que eles sintam que isto é diferente e tenham orgulho em poder participar nesta competição.»

in abola.pt

Jogadores visitam escolas para promover Liga Europa


A Académica continua a desenvolver iniciativas, tendo em vista o jogo com o Hapoel Telaviv, esta quinta-feira, da 2.ª jornada do Grupo B da Liga Europa. Trata-se do regresso das competições europeias de clubes à cidade de Coimbra, 41 anos depois.

Entre as iniciativas da direção da Briosa, jogadores do plantel de Pedro Emanuel têm-se deslocado a alguns estabelecimentos de ensino da cidade, de forma a promover o acontecimento junto dos mais jovens.

Segunda-feira, John Ogu, Salim Cissé e Wilson Eduardo estiveram na Escola EB 2,3 Eugénio de Castro e na Escola Secundária de Avelar Brotero, enquanto esta terça-feira, os jogadores Afonso, Júnior Lopes e N'Gal marcaram presença no Colégio São Teotónio e no Colégio Rainha Santa Isabel.

À margem da divulgação do jogo, Pedro Emanuel continua a preparar o desafio frente aos israelitas (que chegaram a Portugal esta segunda-feira), privado de quatro jogadores: Halliche, Marcos Paulo, Peiser e Saleiro.

Foram 23 os jogadores que subiram ao relvado esta terça-feira, incluindo o guarda-redes dos juniores Luís Pedro e ainda João Real e Makelele, que estiveram lesionados, mas já integram os trabalhos sem grandes limitações.

in record.pt
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Coimbra vai voltar a receber um jogo europeu 41 anos depois da última participação da Académica não provas da UEFA. A ocasião tem levado o clube a esmerar-se nos contatos com os adeptos, no sentido de os chamar ao estádio, especialmente os mais jovens.

Por estes dias, vários jogadores da Briosa têm percorrido estabelecimentos de ensino da cidade, distribuindo autógrafos e sorrisos, além de se sujeitarem ao escrutínio das perguntas dos mais pequenos ou até mesmo dos docentes.

Serge NGal, por exemplo, um dos atletas presentes na visita aos colégios São Teotónio e Rainha Santa, foi questionado pelo professor de educação física sobre a motivação da equipa, após o triunfo com o Marítimo, para o jogo desta quinta-feira, com o Hapoel. A resposta surgiu em tons de otimismo.

«Ganhámos na Madeira, o que foi bom para nós. Isso deixa-nos felizes e com vontade de dar sequência às vitórias. Queremos fazer um bom jogo, dar o máximo, e continuar a ganhar», respondeu o extremo camaronês, num português esforçado. Também Afonso, este à margem da sessão, aliou pela mesma bitola:

«Estamos muito motivados, esta vitória deu muito mais confiança ao grupo e, diante do Hapoel, convidamos todos os adeptos a apoiar-nos. Vai ser um jogo muito difícil, mas acredito que vamos estar muito determinados para conseguir um bom resultado, para ganhar moral e crescer nesta competição.»

Um elemento em comum ressalta porém - o desconhecimento do valor desta formação israelita, que, ainda assim, não altera o sentimento de confiança da equipa estudantil, na opinião do avançado brasileiro:

«Quando jogámos com os checos, também não os conhecíamos. A gente só vê vídeos, mas realmente não conhece. Israel... é a primeira vez que ouvi falar dessa equipa, nunca tinha conhecido, mas espero que estejamos preparados para não sermos surpreendidos dentro de casa.»

in maisfutebol.iol.pt

«Queremos vencer o Hapoel e dar uma grande alegria aos adeptos» - Afonso


Os efeitos da primeira vitória oficial da temporada, no passado domingo no terreno do Marítimo, sentem-se, de dia para dia, em Coimbra. Depois de ontem Wilson Eduardo ter dito que é possível vencer o Hapoel Telavive, agora é a vez de Afonso, partilhando da opinião do colega de equipa, pedir o apoio dos adeptos para o importante encontro da próxima quinta-feira, referente à 2.ª jornada do Grupo B da Liga Europa.

O brasileiro esteve esta tarde nos Colégios de São Teotónio e Rainha Santa Isabel, juntamente com Júnior Lopes e Serge N’Gal, em mais uma iniciativa da Briosa para apelar a uma grande presença de público nas bancadas do Estádio Cidade de Coimbra, e destacou a união que se vive no balneário dos academistas:

- Estas ações são muito importantes para os jovens. Claro que todo o apoio é importante para nós, ainda para mais neste momento tão feliz que a Académica está a viver, com o regresso às competições europeias. Em campo vamos dar o nosso melhor, tal como fazemos sempre, e queremos atingir objetivo, que é a vitória. Temos vindo a evoluir jogo após jogo e conseguimos, finalmente, o primeiro triunfo no jogo passado frente ao Marítimo. Agora, na partida com o Hapoel, esperamos todo o apoio do nosso público, e vamos dar tudo para ganhar e dar-lhes essa alegria. O plantel da Académica é muito bom, muito unido, e só com este espírito é que conseguimos vencer cada batalha. Em termos pessoais, comecei a época com titular, depois tive uma lesão na coxa, mas agora estou bem e vou esperar pelas oportunidades para poder jogar mais. Quero mostrar as minhas qualidades e dar muitas alegrias aos adeptos da Académica.

O extremo brasileiro destacou ainda as qualidades de Pedro Emanuel, augurando-lhe um futuro brilhante. «É um excelente treinador, muito inteligente, que ainda vai brilhar mais no futuro. Acho que a Académica vai ser um grande passo para que ele possa chegar a um clube ainda maior», concluiu Afonso.
17:43 - 02-10-2012

in abola.pt
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Afonso: «Estou a 65 por cento do meu real valor»


Os adeptos da Académica ainda não conhecem o verdadeiro Afonso. É o próprio brasileiro, um dos reforços para 2012/13, quem o garante sem hesitações. “Vim de uma lesão na coxa no início da época. Comecei a jogar [n.d.r.: titular com o FC Porto, para a Supertaça, e com o Beira-Mar, na 1.ª jornada da Liga], mas não estava ainda muito bem. Estou a 65 por cento das minhas qualidades e do meu real valor”, comenta o jovem avançado. Aos 20 anos, Afonso garante estar a “evoluir todos os dias, nos treinos da equipa” e deixa uma promessa aos adeptos: “Podem esperar um Afonso muito guerreiro e espero daqui a um mês já estar muito melhor e mostrar-lhes o verdadeiro Afonso.”

Depois de quatro empates consecutivos na 1.ª Liga, os estudantes triunfaram pela primeira vez na deslocação à Madeira, onde o ex-Corinthians Alagoano foi suplente utilizado. “Era a vitória que faltava à equipa”, que agora vira agulhas para a Liga Europa. “Vamos entrar para vencer o Hapoel Telaviv. Particularmente, nunca tinha ouvido falar desta equipa, mas ainda vamos ter tempo [hoje] para que o treinador nos faça perceber melhor as qualidades que eles têm. Vamos entrar com muita vontade e união em campo.”

in record.pt

2 de outubro de 2012

2012/2013 - 08J - Académica - Estoril: Horário: 04 Nov, 18h


Liga Europa - Académica - Hapoel

Árbitro: A UEFA nomeou o árbitro suíço Stephan Studer para dirigir o encontro de quinta-feira entre a Académica e o Hapoel Telavive, referente à segunda jornada do Grupo B da Liga Europa.

O juiz de 36 anos, que se estreou como internacional em 2009, já dirigiu dois jogos da Seleção Nacional, assim como o duelo da Liga dos Campeões entre o Benfica e Trabzonspor e o da Liga Europa entre o SC Braga e o Maribor, ambos na temporada 2011/12.
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O Hapoel Telavive, próximo adversário da Académica na fase de grupos da Liga Europa, anunciou que o treinador Yossi Abukasis substitui com efeitos imediatos Nitzan Shirazi no comando técnico da equipa israelita.

Abukasis deixou o trabalho como assistente da federação israelita para regressar ao clube onde trabalhou com adjunto entre 2008 e 2011. Nitzan Shirazi, por seu lado, deixou o clube devido a problemas crónicos de saúde.

A Académica recebe, quinta-feira (20.05 horas) o Hapoel Telavive, encontro da segunda jornada do Grupo B da Liga Europa. No outro encontro, o Atlético Madrid joga em casa com o Viktoria Plzen.

in abola.pt

«É possível vencermos o Hapoel» - Wilson Eduardo

Foi um dos protagonistas do triunfo deste domingo da Académica no reduto do Marítimo, ao apontar um dos golos da vitória estudantil por duas bolas a zero, e quer ser mais um para ajudar a Briosa a levar de vencida o Hapoel Telavive na próxima quinta-feira, na segunda jornada do Grupo B da Liga Europa.

Wilson Eduardo acredita que é possível derrotar os israelitas, bastando para isso que a Académica mantenha a mesma atitude e qualidade que demonstrou frente a Marítimo e Benfica, nas duas últimas rondas da Liga:

- Penso que a vitória contra o Marítimo nos assenta bem, sobretudo pela competência que tivemos no jogo. Marcámos na altura certa e depois soubemos gerir. Foi um triunfo que veio no melhor momento. Na quinta-feira temos um jogo complicado, diante do Hapoel, mas queremos dar uma alegria aos nossos sócios e adeptos numa competição onde a Académica já não estava há bastante tempo. O Hapoel lidera o campeonato israelita e isso diz tudo da qualidade que têm. Perderam na primeira jornada da Liga Europa e agora querem lutar pela vitória em Coimbra. Mas nós queremos dar uma alegria aos nossos adeptos e vamos dar tudo para conquistar os três pontos. Os jogos em casa são fundamentais na nossa caminhada. Queremos levar o nome da Académica o mais longe possível e julgo que se fizermos o que fizemos nos dois últimos jogos, com o Marítimo e com o Benfica, é realmente possível vencer o Hapoel.

O extremo, que está cedido à Briosa pelo Sporting, tem contrato com os leões até 2014, diz que para já não pensa no regresso à Alvalade pois está completamente concentrado na Académica. O extremo desafia-se a si próprio e espera poder superar os sete golos alcançados na última temporada.

«Neste momento o mais importante é pensar na Académica e ajudar o clube nas quatro competições em que está inserido. O futuro logo se verá. Espero conseguir atingir também os meus objetivos pessoais e superar a marca da temporada anterior. Já levo três golos, o ano passado fiz sete, e espero continuar assim e marcar mais vezes», concluiu.

Wilson Eduardo esteve esta tarde, juntamente com John Ogu e Salim Cissé, em duas escolas da cidade – Eugénio de Castro e Secundária de Avelar Brotero -, numa sessão de autógrafos que visou promover o jogo da próxima quinta-feira frente ao Hapoel Telavive, para a Liga Europa.

in abola.pt

1 de outubro de 2012

Liga Europa: prestação dos adversários


O Hapoel Telavive, próximo adversário da Académica do Grupo B na Liga Europa, voltou este sábado às vitórias na Liga israelita, recebendo e batendo o Bnei Sakhnin por 1-0, em partida da 5.ª jornada da prova.

O golo da vitória foi apontado por Damari, à passagem do minuto 20, na sequência de uma grande penalidade. A formação comandada por Nitzan Shirazi acabaria por não conseguir ampliar a vantagem e ainda jogou durante grande parte da segunda parte com menos um, depois da expulsão de Alroey Cohen, aos 51'.

Com este resultado, o Hapoel passa a somar 12 pontos, os mesmos que Maccabi Telavive e Ashdod, duas equipas que contam com um encontro em atraso.

De referir que o Hapoel visita Coimbra na quinta-feira, em partida da 2.ª jornada do Grupo B da Liga Europa, agendada para as 20H15. As duas equipas estão sem pontos na prova.

Assim jogou o Hapoel Telavive:

Édel Apoula; John Pantsil, Walid Badir, Zeev Haimovich e Ygal Antebi; Eric Djemba-Djemba, Hanan Maman (Tal Ben Haim 64'), Alroey Cohen; Gil Vermouth, Omer Damari (Victor Maree 74') e Toto Tamuz (Roei Gordana 55)
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O Atlético Madrid, adversário da Académica na Liga Europa, continua em grande plano. Este domingo, os colchoneros foram até à Catalunha e, mesmo sem Falcão, derrotaram o Espanyol por 1-0, somando a quinta vitória seguida no campeonato e mantendo o 2.º lugar da prova, a 2 pontos do Barcelona, decorridas seis jornadas.

Um golo de Raul García, aos 30', deu a sétima vitória à equipa onde atua Tiago (90'), contabilizadas todas as provas.
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O Viktoria Plzen, adversário da Académica no Grupo B da Liga Europa, empatou este domingo, em casa, diante do Slovácko, a um golo, em partida da 9.ª jornada da Liga checa, colocando assim a liderança na prova em risco, já que na segunda-feira pode ser superado pelo Jablonec

Dosek, aos 54 minutos, abriu o marcador para a equipa forasteira, mas Rajtoral, aos 60', alcançou o empate a um, que seria resultado final, que deixa o Viktoria Plzen com 18 pontos.

Assim jogou o Viktoria Plzen:

Kozácik; Rezník, Cisovský, Procházka e Limberský; Horváth e Darida; Rajtoral, Hanousek e Malakjan (Hora 51'); Bakos



2012/2013 - 05J - Marítimo 0 - Académica 2: Resumo

Ricardo, Marinho e Wilson Eduardo no onze da jornada

A Académica conseguiu um resultado fantástico na Madeira, com uma exibição quase perfeita. Não sofreu golos e viu os extremos assinar o ponto. Resultado: equipa com mais jogadores no onze ideal da jornada 5.

Seguem-se Rio Ave e Gil Vicente, outros destaques da jornada. Tarantini, médio vila-condense, mereceu o único 5.

O F.C. Porto coloca Miguel Lopes (golo e assistência!), Benfica e Moreirense dão os goleadores da jornada, Lima e Ghilas.

O lateral esquerdo é do Sp. Braga.

Guarda-redes
Ricardo, 4 (Académica)

Defesa Direito
Miguel Lopes, 4 (F.C. Porto)

Defesa Central
Nivaldo, 4 (Rio Ave)
Halison, 3 (Gil Vicente)

Defesa Esquerdo
Elderson, 3 (Sp. Braga)

Médio Centro
Tarantini, 5 (Rio Ave)
André Cunha, 4 (Gil Vicente)

Extremo
Marinho, 4 (Académica)
Wilson Eduardo, 4 (Académica)

Avançado
Lima, 4 (Benfica)
Ghilas, 4 (Moreirense)

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