Dívidas a antigos atletas inviabilizam a inscrição da equipa em provas tuteladas
pela FPF. Carlos Félix quer fazer regressar a equipa até ao final do seu mandato
pela FPF. Carlos Félix quer fazer regressar a equipa até ao final do seu mandato
Um final que se anunciava. Não obstante os esforços hercúleos do elenco directivo, o União de Coimbra vai mesmo suspender por tempo indeterminado o futebol sénior. Uma deliberação com efeitos imediatos e que fica a dever-se aos vários processos instaurados - e ganhos – por antigos atletas do clube, todos eles a reclamarem quantias demasiado avultadas para os debilitados cofres unionistas. Para além do evidente constrangimento financeiro, esta situação levava igualmente a que o clube se encontrasse impedido de inscrever novos contratos junto da Federação, num “embargo” que só poderá ser levantado quando ficar comprovada a regularização da situação.
Tudo isto levou a que os dirigentes, nas últimas semanas, tivessem feito uma verdadeira corrida contra o tempo, com o intuito de encontrar uma solução miraculosa que impedisse o cenário que agora se confirma.
«Temos vivido dias frenéticos, desdobrando-nos em reuniões com as mais diversas entidades. Mas, a verdade é que não conseguimos angariar a verba necessária para manter a equipa principal. Este é um momento doloroso para todos nós, mas não há outra forma», refere um consternado Carlos Félix, que ainda ontem enviou missivas a várias entidades oficias, casos de Federação Portuguesa de Futebol, Secretaria de Estado do Desporto ou Câmara Municipal de Coimbra, onde dava conta dessa impossibilidade de participação no Campeonato Nacional da 3.a Divisão.
Tal situação levará a que o clube, quando retomar o futebol sénior - o que o Carlos Félix deseja que venha a acontecer no prazo máximo de dois anos - tenha de começar pelo escalão mais baixo da distrital conimbricense (1.a Divisão).
O presidente revelou ainda que a decisão já havia sido tomada a 23 de Julho, no decorrer de uma reunião que contou com a presença de todos os órgãos so-ciais de também de alguns sócios.
«Fizemos uma análise do momento actual e entendemos que esta é a única forma de sanar definitivamente as dívidas do clube. Todos votámos a favor da suspensão do futebol sénior. É impossível continuar a resolver uma questão e logo a seguir surgirem mais dois ou três problemas do passado», lamentou o dirigente.
Isto mesmo irá ser explicado aos associados numa reunião marcada para o efeito e que decorrerá na noite de sexta-feira (20h30), no pavilhão do clube.
Um passo atrás…
Este é um enorme revés que surge depois de um ano bastante feliz para os associados unionistas, que no plano desportivo festejaram a conquista da Divisão de Honra e da Taça AFC e, “fora das quatro linhas” viram a direcção de Carlos Félix pagar na íntegra a quantia devida às Finanças - valor superior a 600 mil euros. Estes dados pareciam indicar que o emblema estaria a retomar alguma normalidade, mas tal acabou por não se concretizar.
«Apesar de termos procurado que o Estado reduzisse a dívida – sobretudo ao nível dos juros - e de termos procurado demonstrar que alguns dos montante exigidos já tinham prescrito, a verdade é que tivemos mesmo de pagar a totalidade do valor total, na ordem dos 600 mil euros. Se as nossas pretensões tivessem sido aceites, poderíamos perfeitamente manter os seniores em 2009/2010», declarou Carlos Félix.
…para dar dois à frente
Não obstante o natural desalento, o presidente recusa-se a atirar a “toalha ao chão” e assevera que a sua equipa directiva vai continuar a trabalhar com a mesma determinação para colocar o clube no trilho certo.
«Vamos continuar o nosso caminho. Estão em curso os trabalhos para a colocação do piso sintético na Arregaça, o que constitui o primeiro passo do futuro Complexo Desportivo. Ainda no plano estrutural, estamos a elaborar o plano de reorganização do clube e, naturalmente, vamos continuar a liquidar as dívidas que herdámos. No plano desportivo vamos apresentar equipas em todos os escalões de formação. Temos os juniores e os juvenis nos nacionais, os outros vão disputar o distrital, mas todos eles vão demonstrar o espírito do clube e do emblema da Cruz de S. Tiago», concluiu.
«Temos vivido dias frenéticos, desdobrando-nos em reuniões com as mais diversas entidades. Mas, a verdade é que não conseguimos angariar a verba necessária para manter a equipa principal. Este é um momento doloroso para todos nós, mas não há outra forma», refere um consternado Carlos Félix, que ainda ontem enviou missivas a várias entidades oficias, casos de Federação Portuguesa de Futebol, Secretaria de Estado do Desporto ou Câmara Municipal de Coimbra, onde dava conta dessa impossibilidade de participação no Campeonato Nacional da 3.a Divisão.
Tal situação levará a que o clube, quando retomar o futebol sénior - o que o Carlos Félix deseja que venha a acontecer no prazo máximo de dois anos - tenha de começar pelo escalão mais baixo da distrital conimbricense (1.a Divisão).
O presidente revelou ainda que a decisão já havia sido tomada a 23 de Julho, no decorrer de uma reunião que contou com a presença de todos os órgãos so-ciais de também de alguns sócios.
«Fizemos uma análise do momento actual e entendemos que esta é a única forma de sanar definitivamente as dívidas do clube. Todos votámos a favor da suspensão do futebol sénior. É impossível continuar a resolver uma questão e logo a seguir surgirem mais dois ou três problemas do passado», lamentou o dirigente.
Isto mesmo irá ser explicado aos associados numa reunião marcada para o efeito e que decorrerá na noite de sexta-feira (20h30), no pavilhão do clube.
Um passo atrás…
Este é um enorme revés que surge depois de um ano bastante feliz para os associados unionistas, que no plano desportivo festejaram a conquista da Divisão de Honra e da Taça AFC e, “fora das quatro linhas” viram a direcção de Carlos Félix pagar na íntegra a quantia devida às Finanças - valor superior a 600 mil euros. Estes dados pareciam indicar que o emblema estaria a retomar alguma normalidade, mas tal acabou por não se concretizar.
«Apesar de termos procurado que o Estado reduzisse a dívida – sobretudo ao nível dos juros - e de termos procurado demonstrar que alguns dos montante exigidos já tinham prescrito, a verdade é que tivemos mesmo de pagar a totalidade do valor total, na ordem dos 600 mil euros. Se as nossas pretensões tivessem sido aceites, poderíamos perfeitamente manter os seniores em 2009/2010», declarou Carlos Félix.
…para dar dois à frente
Não obstante o natural desalento, o presidente recusa-se a atirar a “toalha ao chão” e assevera que a sua equipa directiva vai continuar a trabalhar com a mesma determinação para colocar o clube no trilho certo.
«Vamos continuar o nosso caminho. Estão em curso os trabalhos para a colocação do piso sintético na Arregaça, o que constitui o primeiro passo do futuro Complexo Desportivo. Ainda no plano estrutural, estamos a elaborar o plano de reorganização do clube e, naturalmente, vamos continuar a liquidar as dívidas que herdámos. No plano desportivo vamos apresentar equipas em todos os escalões de formação. Temos os juniores e os juvenis nos nacionais, os outros vão disputar o distrital, mas todos eles vão demonstrar o espírito do clube e do emblema da Cruz de S. Tiago», concluiu.
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