4 de fevereiro de 2011

2010/11 - Taça de Portugal - MF - V. Guimarães 1 - Académica 0: Vitorianos em vantagem mas tudo em aberto para a 2ª mão

V. Guimarães 1 - Académica 0
Taça de Portugal - Meia Final (1ª mão)
Estádio D. Afonso Henriques
03-02-2011 - 21h

V. Guimarães: Nilson, Alex, Ricardo, Bruno Teles, Freire, Cléber (Faouzi 51'), João Alves, Jorge Ribeiro (renan 64'), Rui Miguel, Edgar, Toscano (Flávio Meireles 59')

Suplentes: Douglas, João Paulo, Targino, Douglas

Treinador: Manuel Machado

Académica: Peiser, Pedrinho, Berger, Pape Sow, Hélder Cabral, Adrien, Diogo Melo, Bischoff, Laionel (nuno Coelho 45'), Éder (Sissoko 65'), Diogo Valente (Diogo Gomes 74').

Suplentes: Ricardo, Pedro Costa, Luiz Nunes, Hugo Morais,

Treinador: José Guilherme

Ao Intervalo: 0-0
Marcadores: Faouzi 80'

Árbitro: Jorge Sousa
CA: Ricardo 21', Diogo Valente 31', Rui Miguel 34', João Alves 42' e 56', Nuno Coelho 83'.
CV: Bischoff 44', João Alves 56',

Espectadores:  8.980

Crónica

MF: V. Guimarães e Académica protagonizaram um espectáculo místico na 1.ª mão da meia-final da Taça de Portugal. Recheado de público, o D. Afonso Henriques transbordou fé e carisma. Um cenário de festa que, sistematicamente, o caracteriza.

A Académica sentiu a indisfarçável carga de um estádio a ferro e fogo. E os jogadores de Manuel Machado disfarçaram bem algum nervosismo inicial que possa ter existido, entrando melhor na partida. Afinal de contas, o peso da responsabilidade era bastante e seria preciso vencer algumas emoções. Nada como entrar a jogar a grande velocidade.

Destaques: Faouzi deixou a sua marca

Regra geral, o sinal mais era, claramente, do V. Guimarães. O acumular de oportunidades criadas começava a inquietar os homens de Coimbra. As ocasiões foram-se sucedendo: remate de Rui Miguel a rasar a barra; disparo forte de João Alves para grande defesa de Peiser; jogadas individuais de Bruno Teles pela esquerda, com perigo constante. Numa delas, Toscano só não marcou, porque francês assinou um corte soberbo com os pés perto da linha de baliza. Mas havia um diferencial de precisão para bater o número um da Académica.

O golo parecia então iminente, mas questões de pormenor adiaram-no até à recta final do encontro. À beira do intervalo, o jogo mudou. Mas não muito. Bischoff fora expulso num momento de arrepiar. A Académica ficava-se pela atitude combativa e generosa no capítulo defensivo.

«Saída do Douglas? Quiseram antecipar o Carnaval»

A partir dessa altura e com mais uma unidade, cabia ao Vitória provar que era capaz de virar o jogo a seu favor, enquanto a Académica podia limitar-se a controlar os acontecimentos. Mas a margem de manobra para o V. Guimarães gerir os acontecimentos não aumentou substancialmente, até porque João Alves também seria expulso pouco depois por acumulação de amarelos. Com as duas equipas reduzidas a 10 elementos, o futebol produzido decaiu na 2.ª parte.

Sentia-se que para alguma coisa mudar, a iniciativa teria de continuar a partir do Vitória. A vontade era contagiante e a equipa não tirou os olhos da baliza de Peiser, mas fê-lo de forma atrapalhada e inconsequente. O encontro chegava a um ponto crítico. E a equipa precisava pensar no próximo passo.

Numa descrição geral, a metade complementar deixou de ser tão estimulante. Sinal mais e por vezes muito mais do V. Guimarães, com algumas ocasiões de golo. Mas sem perturbar em demasia a narrativa do jogo e um guarda-redes em grande noite.

Faouzi foi extra

A Académica ficava-se pelas linhas recuadas, à espera, com certeza, de marcar território nesta 1.ª mão, contando com a velocidade de Sissoko e Diogo Gomes para continuar a criar alguns estragos na frente de ataque. O camisola 85 esteve mesmo perto colocar a Académica em vantagem, num lance em que Nilson voltou a mostrar o seu enorme sentido de baliza.

Com a eliminatória jogada a duas mãos, até ao final, assistiu-se, por isso, a uma partida muito mais calculista e menos espectacular do que a que na primeira metade do jogo. Ate que apareceu Faouzi na cara de Peiser e conseguiu iludir o guarda-redes com um toque subtil, fixando o resultado da partida (1-0).

Com o Jamor no horizonte próximo, os brancos têm agora mais razões para acreditar na final, 23 anos depois. Em Guimarães, sim, acreditou-se, mas sem ampliar distâncias. Tudo em aberto para a 2ª mão em Coimbra.

AAC-OAF: A Académica perdeu esta noite por 1-0 frente ao Vit. Guimarães em jogo que foi disputado no Estádio D. Afonso Henriques e que contou para a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. Faouzi, já perto do final, marcou o único golo de uma eliminatória que será decidida no Estádio Finibanco Cidade de Coimbra quando, em Abril, as duas equipas se voltarem a defrontar.

E esse é mesmo o sentimento que mais se destaca no momento. A Académica perdeu, é certo, mas o jogo está no intervalo e a segunda parte apenas será jogada em Abril num Estádio Finibanco Cidade de Coimbra no qual se espera um grande ambiente que ajude a empurrar a Briosa para o Jamor.

No encontro de Guimarães, a Académica apresentou-se compacta nas quatro linhas e raramente permitiu veleidades à equipa da casa. Das poucas vezes que a turma orientada por Manuel Machado se chegava com perigo à baliza da Briosa era Peiser quem evitava males maiores para o conjunto de Coimbra que, diga-se, contou com grande apoio por parte dos seus adeptos que se fizeram deslocar em bom número para o jogo da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal.

A primeira parte ia decorrendo sem grandes motivos de interesse mas eis que Jorge Sousa viu o que mais ninguém viu e colocou a Académica em apuros... Bischoff viu o vermelho directo ainda antes do intervalo e a Académica, reduzida a dez, viu-se obrigada a optar por um estilo de jogo mais defensivo, espreitando sempre o contra ataque e a baliza de Nilson.

Na etapa complementar, e já com Nuno Coelho em campo, seria a vez de João Alves ver o segundo amarelo e receber ordem de expulsão por parte do juiz do encontro. Estavam novamente 10 para 10 e a Briosa procurou chegar ao golo que lhe daria uma vantagem importante para o jogo da segunda mão.

As forças iam faltando mas a garra, determinação e uma grande atitude em campo que esta equipa já mostrou por várias vezes vieram mais uma vez ao de cima e por pouco não resultou em golo. Diogo Gomes apareceu na cara de Nilson mas o guardião brasileiro do Vitória parou com sucesso a jogada do 85 dos "estudantes".

E como quem não marca sofre seriam os homens da casa a ter a felicidade de inaugurar a contagem. Felicidade porque esse momento poderia aparecer para qualquer equipa e felicidade porque Faouzi aproveitou a ausência temporária de Hélder Cabral (estava a ser assistido fora das quatro linhas) para bater o desamparado Peiser, que desta vez nada poderia fazer.

Até ao final, a Académica ainda procurou o golo do empate mas sem sucesso. A eliminatória segue dentro de momentos...
O Jogo: Ganhou quem quis e não quem teve medo

O Guimarães está justamente em vantagem na eliminatória, podendo alimentar cada vez mais o sonho de marcar presença na final da Taça de Portugal, algo que não consegue há 23 anos. Vai é ter de esperar 74 dias, porque a segunda mão só está marcada para 20 de Abril, em Coimbra. Coisas do futebol português...

A viagem a Coimbra até podia ser mais tranquila caso os vimaranenses tivessem concretizado algumas das oportunidades que criaram. Valeu à Briosa o guarda-redes Peiser, numa noite inspirada: com um punhado de boas defesas, o francês evitou que o resultado fosse mais desnivelado, permitindo alguma incerteza para o jogo da segunda mão. Mas diga-se em abono da verdade que a Académica pouco fez. Evitou simplesmente o golo o mais que pôde, jogando quase sempre atrás do meio-campo. Sem Sougou, a recuperar de uma lesão, os estudantes mostraram medo. Se já estavam recuados com dez, sem Bischoff, expulso justamente, a missão ficou mais complicada. Ao intervalo, José Guilherme reorganizou a equipa - e recuou mais. Tirou Laionel e meteu mais um médio, Nuno Coelho.

Sempre mais perigoso, o Guimarães parecia ter sofrido um contratempo aos 56 minutos, quando João Alves foi expulso, deixando as duas equipas com dez jogadores. Manuel Machado viu-se obrigado a mexer na equipa. Depois de já ter perdido Cléber por lesão, entrando Faouzi, perdeu João Alves e viu-se obrigado a apostar em Flávio Meireles. Arrumada a casa, o Vitória continuou à procura do golo que lhe desse a vantagem na eliminatória, abrindo algumas brechas no sector defensivo. Num erro de Ricardo, Diogo Gomes, servido por Sissoko - dois jogadores que saíram do banco academista -, gelou ainda mais a noite vimaranense, mas Nilson evitou um golo que seria uma tremenda injustiça. Pensou-se que a Académica iria finalmente esticar o jogo. Pura ilusão. O Guimarães continuou a fazer pela vida e chegou ao golo. Igualmente saídos do banco, Flávio Meireles e Faouzi fabricaram a vitória num lance em que a Académica jogava com nove, já que Hélder Cabral estava a ser assistido fora das quatro linhas. Um golo que premiou quem mais quis ganhar e que castigou a estratégia de uma equipa que apostou claramente em não perder.  


Opiniões

Manuel Machado, treinador do V. Guimarães:
«Estou satisfeito mas o resultado não é conclusivo, temos mais 90 ou 120 minutos pela frente. Mas é positivo. Tivemos de defrontar uma Académica bem organizada que jogou com um bloco baixo e teve espaço para tentar sair no contragolpe. Mas não fosse a excelente organização defensiva e o excelente guarda-redes, que está lá para isso, o resultado poderia ser outro. Criámos cinco ou seis momentos para finalizar e conseguimos um golo. É um resultado curto, vamos tentar ser eficazes ofensiva e defensivamente em Coimbra.»

«A superioridade numérica trouxe vantagem, mas com a Naval, para o campeonato, também foi assim e estávamos a ganhar e perdemos. Prefiro jogar 11 contra 11, para que a equipa não perca processos. Ultimamente os jogos têm acabado com menos jogadores, É o tal controlo emocional que tenho chamado a atenção dos meus jogadores.»

[Sobre a alegada mudança de Douglas para Sp. Braga:] «Em vez de o futebol ser sério, continuámos a viver na idade da pedra. Estas coisas não são ingénuas. Sabemos a origem e no dia em que aparecem. Há uma cidade com grande tradição religiosa e como a Páscoa ainda está distante, quiseram antecipar o Carnaval. Inventaram esta palhaçada com a intenção de abanar o clube, mas não conseguiram. Falei com o jogador e ele desmentiu categoricamente ter assinado qualquer contrato.»

José Guilherme, treinador da Académica:
«Não estou satisfeito, queríamos o empate ou vencer. Fizemos um bom jogo defensivamente. O V. Guimarães teve poucas oportunidades. Não fizemos o que pretendíamos no ataque mas está tudo em aberto e vamos tentar ratificar na segunda mão.»

[Sobre a expulsão de Bischoff] «O árbitro entender que era para expulsão e as imagens são claras na televisão. Já era difícil contra 11, mais difícil seria contra dez. Acabámos por sofrer quando já não prevíamos e o V. Guimarães já não acreditava muito que fosse possível. Vamos olhar em frente.»

[Sobre a ausência de Sougou:] «Seria um jogador importante, nestas características, mas não foi pela falta do Sougou. Recuperámos muitas bolas, mas perdemos logo, mesmo sem pressão do Vitória. O Sougou estava limitado e poderia ser um risco colocá-lo a jogar. Poderia jogar hoje e ficar de fora mais quatro ou cinco jogos.»

[Sobre a segunda-mão:] «Quando se perde gostamos sempre de jogar logo a seguir. Infelizmente, a segunda-mão é daqui a 70 dias, é quase na época seguinte. Mas temos de cumprir o calendário como as outras equipas. Paciência.»

Diogo Valente, jogador da Académica:
«Fizemos um bom jogo e a culpa deste resultado menos positivo é a expulsão. Com onzes conseguíamos outro resultado. O V. Guimarães teve mais posse de bola, mas a Académica foi rápida no contra-ataque. Com a expulsão acabou tudo. O facto de a segunda-mão ser tão tarde até pode ser bom para nós porque ainda estamos a assimilar os conceitos do novo treinador.»

Peiser, jogador da Briosa:
Confiante na reviravolta na eliminatória, o guarda-redes da Académica disse ter a certeza de que os estudantes vão aproveitar a segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal para conseguir o passaporte para o Jamor.

«Tivemos a expulsão do Bischoff, que não sei se foi correcta ou não, mas depois do vermelho do Guimarães o jogo ficou mais equilibrado. Tivemos uma grande oportunidade para marcar, pelo Diogo Gomes, não conseguimos mas está tudo em aberto», disse Peiser na flash-interview da SportTV.

O guarda-redes da Académica fez questão de dizer, aliás, que «1-0 não é nada» e que a Académica vai mesmo conseguir um lugar na final. «Devemos acreditar! Em Coimbra, com os sócios a apoiarem-nos, tenho a certeza de que vamos ao Jamor».

Nilson, guarda-redes do V. Guimarães:
«O V. Guimarães conseguiu o que queria. Não foi fácil mas foi a vitória da eficácia. 1-0 deixa-nos felizes. O objectivo era não sofrer golos, porque esse aspecto pode ter peso numa eliminatória a duas mãos. O golo do Faouzi coloca-nos na frente para o sonho da final do Jamor, que nos escapou em 2005 e 2006. O sonho vai ficar agora interrompido, porque vamos pensar no campeonato e no Nacional.»

Destaques

Faouzi deixou a sua marca
O marroquino foi extra. Seria a principal dor de cabeça para a defesa da Académica. Entrou bem na mecânica do jogo. Esteve, ainda, no lance do único golo da 1ª mão da meia-final. Toque simples e objectivo na frente de Peiser. Mostrou-se simplesmente letal e desferiu o golpe nas pretensões do adversário. Aplicou um remate mais certeiro do que os demais companheiros.
Atacante na hora de revelar as intenções ousadas da formação e quando a equipa começava a manifestar ansiedade. Entrou na 2.ª parte e fez por merecer os aplausos. O ataque contou com um predador e foi uma das melhores alternativas à falta de inspiração ofensiva.

Peiser evitou maiores contratempos
Equipa em boas mãos, indicações seguras entre os postes por oposição a alguns erros defensivos à entrada da área e ao comando de jogo do V. Guimarães. Uma exibição, tremendamente, positiva. Teve ainda de mostrar atenção redobrada quando Hélder Cabral quase marcava na própria baliza e negou o golo a Rui Miguel. O remate forte e colocado não iludiu o guarda-redes da Briosa. Aguentou-se até 80 minutos, quando Faouzi conseguiu iludir o número um.

Hélder Cabral bem a defender e a atacar
É um jogador que fortalece o colectivo, apesar de bons apontamentos individuais. Hoje, contudo, isso foi ainda mais visível. Um único instante poderia manchar a exibição quando quase marcou na própria baliza na 2.ª parte. Viveu bem a noite no regresso a Guimarães. Teve diversas acções importantes na coesão da equipa, conferindo solidez e identidade a um conjunto, teoricamente, mais exposto. Nunca se escondeu nos momentos essenciais, sinal de que estava disposto a prolongar o 0-0. Uma boa excepção acima do resultado.

João Alves, futebol de trás para a frente
Mentor das melhores ideias do jogo, João Alves fora uma ameaça tripla: a jogar com perícia, a combinar e a agigantar a equipa. Esteve na origem dos melhores lances de perigo para a baliza de Peiser. Bem na intermediária a recuperar bolas e a soltar o jogo. Percebeu-se na determinação e precisão que acompanhava cada jogada. Fonte de inspiração do ataque vitoriano pelas decisões reveladas na proximidade da baliza e capacidade de remate. O capitão esteve perto do golo em duas ocasiões, mas o guarda-redes contrário não permitiu os festejos. Estragou uma boa exibição quando viu o 2.º amarelo na por falta sobre Diogo Valente.

Bischoff, uma noite a preto e branco
Convenceu-se a seguir o caminho errado. A entrada duríssima ao joelho de Cléber valeu-lhe o cartão vermelho no final da 1.ª parte. Deixou a equipa inferiorizada e transformou-se na pior dor de cabeça. Esqueceu os riscos de uma entrada arrepiante nas barbas do árbitro, colocando em risco a integridade física do adversário, que teve de abandonar o relvado pouco depois. O francês da contribuiu para a perda de desempenho da Académica, ainda que a equipa tenha mantido rigor defensivo.

Brisos - um a um

Peiser 7
Uma, duas, três... Foram tantas as defesas feitas pelo francês que quase se perdeu a conta. O guarda-redes foi um obstáculo difícil de ultrapassar e só mesmo a jogada de inspiração de Faouzi impediu que fosse a figura do jogo.

Pedrinho 5
Apenas um lapso numa exibição segura a defender: não seguiu Faouzi no lance do golo .

Pape Sow 6
Formou com Berger uma muralha muito difícil de furar.

Berger 6
Imperial na abordagem aos lances, deu por inúmeras ocasiões o corpo à bola para evitar males maiores para Peiser.

Hélder Cabral 6
Enérgico a defender e, principalmente, a atacar, por pouco não cometeu o pecado de marcar na própria baliza.

Diogo Melo 6
Foi um importante tampão às investidas dos vimaranenses pelo centro do terreno.

Adrien 4
Nem a troca de chuteiras ao intervalo o fez subir de produção. Esteve desastroso no passe.

Bischoff 2
Uma atitude irreflectida, que lhe custou o vermelho directo, evitou que José Guilherme queimasse uma substituição ao intervalo.

Laionel 3
Inconsequente a atacar, acabou sacrificado ao intervalo em prol do equilíbrio defensivo.

Diogo Valente 4
Exibição idêntica à de Laionel, mas com mais acerto a defender.

Éder 4
Muito sozinho no ataque, só criou perigo por uma vez, na emenda a um cruzamento que Nilson defendeu com dificuldade.

Nuno Coelho 5
Foi mais um soldado a defender até à exaustão a baliza de Peiser.

Sissoko 4
Foi um dos protagonistas da melhor jogada da Briosa, com um passe a desmarcar Diogo Gomes.

Diogo Gomes 4
Falhou a melhor oportunidade de golo da Académica.

Lances Chave

9' João Alves remata de fora da área, Peiser desvia para canto. Grande defesa


18'Edgar toca para Toscano, o brasileiro dispara, Peiser defende com os pés


27'Edgar assiste João Alves, o médio tenta o golo, Peiser evita, Jorge Ribeiro faz a recarga, o guarda-redes volta a defender


34'Livre curto de Toscano para Jorge Ribeiro, o esquerdino dispara, Peiser faz uma defesa espectacular


40' Cruzamento de Diogo Valente, Nilson antecipa-se a Éder


45' Bischoff agride Cléber e vê o cartão vermelho


47' Bruno Teles cruza, Hélder Cabral antecipa-se a Rui Miguel e quase marca na própria baliza, mas Peiser desvia para canto


56' João Alves vê segundo amarelo e é expulso


63' Rui Miguel surge em excelente posição, mas Peiser defende para canto


77' Ricardo falha, Sissoko conduz o contra-ataque, serve Diogo Gomes, que remata e vê Nilson evitar o golo

80' [1-0]  - Faouzi resolve e faz justiça 

Com a Académica fechada, Flávio Meireles toca para Faouzi, o marroquino vira-se para a baliza, passa por Pedrinho e bate Peiser. Grande golo.


Minuto a minuto

A Académica sai derrotada de Guimarães e parte assim em desvantagem para a segunda mão das Meias-Finais da Taça de Portugal. Num jogo marcado pelas expulsões de Bischoff aos 44' e João Alves aos 56', o Vitória dominou por completo a partida. A Briosa, muito recuada no terreno, não conseguir criar muitas oportunidades. Apesar disso, Diogo Gomes ainda desperdiçou uma excelente oportunidade para o empate aos 76'. A segunda metade da eliminatória está marcada apenas para o mês de Abril no Estádio Cidade de Coimbra. Por Miguel Custódio e Ângelo Ferreira
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90+3' Final da partida.

90' Vão ser jogados mais três minutos.

90' Jogada de entendimento á entrada da área academista, a bola sobra para Alex, que em boa posição remata por cima.

85' Na sequência de um livre. Faouzi toca para Bruno Teles, que dispara uma bomba ligeiramente ao lado da baliza de Peiser.

84' CARTÃO AMARELO para Nuno Coelho.

80' GOLO DO VITÓRIA. Faouzi faz um túnel a Habib e fica cara a cara com Peiser para fazer o primeiro golo do jogo.

76' Grande oportunidade para a Académica. Sissoko isola Diogo Gomes, que na cara de Nilson, não consegue desfeitear o guarda-redes da casa.

75' SUBSTITUIÇÃO NA ACADÉMICA. Sai Diogo Valente e entra Diogo Gomes.

70'Cruzamento de Alex para o coração da área, onde Edgar, antecipa-se a Habib e cabeceia ao lado da baliza de Peiser.

68' Cruzamento de Faouzi para a cabeça de Freire que sai muito por cima da baliza.

65' SUBSTITUIÇÃO NA ACADÉMICA. Sai Éder e entra Sissoko.

64' SUBSTITUIÇÃO NO VITÓRIA. Sai Jorge Ribeiro e entra Renan.

62' Rui Miguel em ótima posição para marcar, remata forte para, quem mais, Peiser, fazer uma grande defesa a negar o golo.

59' SUBSTITUIÇÃO NO VITÓRIA. Sai Toscano e entra Flávio Meireles.

56' CARTÃO VERMELHO para João Alves por acumulação de amarelos.

54' Cruzamento de Diogo Melo, Alex sacode a bola para a entrada da área, onde aparece Adrien, a disparar rasteiro e ligeiramente ao lado da baliza vimaranense.

52' SUBSTITUIÇÃO NO VITÓRIA.  Sai Cléber e entra Faouzi.

50' João Alves puxa o gatilho de muito longe, mas a bola sobe, sobe, muito por cima da barra.

48' CARTÃO AMARELO para Peiser.

47' Cruzamento de Bruno teles, Hélder Cabral sobe mais alto e ao tentar cortar a bola, quase enganava Peiser, que faz mais um grande defesa para canto.

45' Começa a segunda parte. Sai o Vitória.

SUBSTITUIÇÃO NA ACADÉMICA. Sai Laionel e entra Nuno Coelho.

Intervalo

45' Termina a primeira parte.

A um minuto do fim da primeira parte a Académica vê-se reduzida a dez elementos, por uma entrada de Bischoff sobre Rui Miguel. À primeira vista parece um cartão exagerado por parte de Jorge Sousa.

44' CARTÃO VERMELHO para Bischoff.

42' CARTÃO AMARELO para João Alves.

39' Académica perto do golo. Berger desmarca Diogo Valente do lado esquerdo, o esquerdino cruza rasteiro para o interior da área onde aparece Éder. O avançado, em excelente posição, não consegue rematar da melhor forma.

35' Toscano cruza para o interior da área, onde aparecia Edgar, mas Habib sobe mais alto e corta a bola.

34' CARTÃO AMARELO para Rui Miguel.

33' Num livre direto combinado, Bruno Teles toca para Jorge Ribeiro que disfere um potente remate para uma defesa extraordinária de Peiser.

31' Livre cobrado por Alex, a bola sobrevoa toda a área e é aliviada por Habib. Na recarga, Jorge Ribeiro remata forte, mas a bola desvia na defesa academista e sai pela linha final.

30' CARTÃO AMARELO para Diogo Valente.

26' Édgar surge sozinho do lado direito, atrasa para João Alves rematar de primeira para mais uma boa intervenção de Peiser.

Nestes primeiros minutos o Vitória tem sido a equipa mais atacante, dispondo de duas boas ocasiões para inaugurar o marcador. A Académica tem estado concentrada na defesa, aproveitando para explorar o contra-ataque.

20' CARTÃO AMARELO para Ricardo.

17' Edgar descobre Toscano dentro da área. O avançado vimaranense remata com o pé esquerdo mas Peiser, seguro, faz uma defesa de bom nível.

15' Laionel liberta-se do lado direito, procura Éder dentro da área, mas Nilson estava atento e interceta a bola.

12' Remate de Alex de muito longe, com a bola a passar ao lado da baliza de Peiser.

11' Bruno Teles, subido no terreno, faz um cruzamento tenso para o interior da área academista, mas Habib, atento, corta para canto.

8' Remate forte de João Alves, para uma boa defesa de Peiser.

6' Éder rouba a bola no meio-campo do Vitória, à entrada da área remata forte, mas a bola embate no corpo de um defesa vimaranense.

4' Rui Miguel remata forte, mas ao lado da baliza academista.

3' Bruno Teles cruza do lado esquerdo, mas Berger aparece no centro da área e corta a bola para fora.

0' Início da partida. Sai a Académica.

Árbitro

Jorge Sousa - nota 3

Excelente trabalho com lances difíceis 


Mostrou muitos cartões, é certo, mas globalmente esteve bem. Nos dois casos mais contestados pelas duas equipas, as expulsões de Bischoff e João Alves, a razão assiste-lhe. O médio da Académica acertou com os pitons em Cléber; já o capitão do Guimarães viu justamente o segundo cartão amarelo por cometer uma falta por trás sobre Diogo Valente.

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