16 de fevereiro de 2011

Após a sensação veio a desilusão

A Académica parecia ir para uma prometedora temporada, ameaçando, inclusivamente, melhorar o registo de há duas épocas sob a liderança de Domingos Paciência, quando atingiu um histórico sétimo lugar, a melhor classificação dos últimos 26 anos. É um facto que ainda faltam 11 jornadas e, no futebol, já se sabe que as coisas mudam num ápice, mas a verdade é que a Briosa tem vindo a decepcionar os adeptos nos últimos tempos. O desaire, na Figueira da Foz vem confirmar o mau momento que os estudantes atravessam, pois a derrota, por 3-1, com a Naval foi o sétimo jogo consecutivo em que os estudantes não somaram qualquer triunfo na competição.
De facto, os números não enganam. E, nesta altura, José Guilherme (média de 0,4 pontos por jogo) está longe de conseguir superar o que Jorge Costa (1,28) conseguiu. É verdade que o antecessor deixou a formação da cidade do Mondego após dois resultados pesados - goleadas com Marítimo e Braga por 5-1 e 5-0, respectivamente -, mas, mesmo assim, contribuiu de forma decisiva para a melhor primeira volta de sempre da Académica em campeonatos com 16 emblemas.
Em comparação, a segunda volta está a ser uma grande desilusão, com apenas um ponto somado nas quatro partidas disputadas até ao momento. Números que seriam suficientes para colocar os capas negras em zona de despromoção se apenas a segunda volta contasse.
Nesta altura, a situação classificativa ainda é confortável para a Académica. Sendo certo que a diferença para os lugares europeus já foi mais curta, a linha de água ainda está à distância de sete pontos (estava a 10 antes do duelo na Figueira da Foz), mas os academistas sabem que não podem correr muitos riscos, pois a concorrência tem vindo a aproximar-se de forma perigosa.

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